São, o Ensino a Distância e a Universidade Corporativa, modelos para os Novos Tempos da Educação Superior. Se o Ensino Básico ainda necessita muita proximidade docente e o Ensino Médio alguma eventual troca de cumplicidades técnicas no seu processo de ensino-aprendizagem, os estudantes como candidatos a estudiosos podem estar cada vez mais largados ao imperativo do momento, empregando o seu tempo como lhes aprouver –até porque tempo é preferência como nos ensinava o livro dos ditados.
Da mesma forma, não se visualizam mais os espaços de ensino superior, sempre desligados de uma mesma fatia de mercado concreta. Contudo, a Universidade Corporativa de hoje possui uma tendência a sucumbir demasiado completamente aos ideais absolutistas da empresa à qual está atrelada. Parece querer-se vingar o seu dirigente por não poder determinar os objetivos de trabalho da universidade pública, por todos nós remunerada e autônoma constitucionalmente.
Nesta gostosa dualidade e neste duro enfrentamento de paradigmas, ainda precisamos buscar o meio termo para ambas as faces da inovação, neste século no qual todos somos psicopatas: com um pé tranqüilo no passado e outro inquieto no futuro que não chega.
Foi Thomas Kuhn, na sua obra As Estruturas das Revoluçoes Científicas que explicou serem os paradigmas “realizações científicas universalmente reconhecidas”. Tanto o Ensino a Distância como a Universidade Corporativa galgaram a posição de paradigma. Falta agora consciência e grandeza de quem os gerencia, votadas a motivar trabalhos aproveitáveis pela Sociedade toda: Não haverão de cometer o mesmo erro da universidade pública, de isolamento e de endogenia.
Ter em vista a Sociedade integral é construir encontros que se traduzam em publicações e não apenas em áreas tecnológicas específicas, mas também nas de Humanidades e de Ciências Sociais, refletindo os interesses do País como totalidade em rivalidade com outros espaços de valorização cultural, até para a defesa do amazônida e do seu meio ambiente próprio, diferenciado.
Assim, cabe apoiar tanto as iniciativas de pesquisas técnicas diretamente para o setor produtivo como as investidas laboratoriais e científicas voltadas a algum naco de oportunidade futura. Para isto, é imperativo deixar frestas de oxigênio para a renovação do sangue empresarial-acadêmico, sempre observando as necessidades políticas exigidas na região, e ainda conforme os propósitos declarados dos formadores de opinião –no fundo um referencial maior, responsável pelo ideal de proteger a pessoa e o seu meio.
Já existem exemplos de sucesso em Manaus de pós-graduações corporativas e a distância. No entanto, a graduação ainda é incerteza; e Ensino a Distância tal como está é tão-somente uma ferramenta. Universidade Corporativa também: é quase que só um curriculum diferenciado. A união de ambas as propostas e ainda argamassada por ideais remoçados de alguma universidade pública poderá trazer para todos a luz revolucionária desses novos paradigmas.
Melhor utilização do tempo, redução de custos na sistematização da informação e acompanhamento de mais alunos sem deslocamento espacial são vantagens de ambos os modelos. E são válidos também para as instituições passadistas.
Revolucionar a universidade pública, acumpliciando-a com estes instrumentos tecnológicos e empresariais, pode ser um efeito colateral benéfico daquela união. Mas isto somente ocorrerá se as empresas souberem abrir-se para a penetração de departamentos acadêmicos vanguardistas neste inter-relacionamento com a Universidade Corporativa.
Esta coluna é publicada às quartas-feiras e é elaborada sob a coordenação de Júlio Rocha, graduado em Letras (UFAM) e em Direito (UNIR), professor da Universidade Federal de Rondônia e membro do Conselho Universitário da UFAM, indicado pelo CIEAM.
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