Entidades querem mais informações na nota fiscal

Em: 19 de novembro de 2012
Associações Comerciais comemoram aprovação do projeto de lei que prevê discriminação de impostos nas notas fiscais
Associações Comerciais comemoram aprovação do projeto de lei que prevê discriminação de impostos nas notas fiscais

Associações Comerciais comemoram aprovação do projeto de lei que prevê discriminação de impostos nas notas fiscais. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no início da noite de terça-feira (13), em Brasília, o PL 1472/2007. O projeto de lei que prevê a discriminação dos impostos nas notas fiscais. Discutiram a matéria os deputados Pauderney Avelino (DEM-AM), Cesar Colnago (PSDB-ES) e Sibá Machado (PT-AC).
“Esta é uma vitória de todas as entidades que coletaram mais de 1,5 milhão de assinaturas em todo o país”, segundo declarou Avelino, para o Jornal do Commercio. O parlamentar recebeu com entusiasmo a aprovação do projeto de lei, por se tratar de um momento histórico em que o país passa. A população deixará de pagar sem saber quais são os impostos incidentes nas mercadorias e serviços adquiridos. Dessa forma, vai começar a indagar e a cobrar o governo pela ausência do Poder Público na saúde, segurança, educação e muito mais, em contra partida do volume de impostos arrecadados sobre os produtos e serviços comercializados. “Agora vai haver pressão da sociedade junto ao Poder Público. Espero que a presidente Dilma não vete este projeto de lei. Ele é um instrumento divisor de águas para a sociedade poder exercer seu direito de cidadania”, defendeu o deputado da bancada do Amazonas na Câmara em Brasília.
O assessor de economia da Fecomercio (Federação do Comércio do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva, diz que o principal ponto da democracia é a população saber quanto para de imposto, e que por isso aceita com otimismo este avanço da sociedade. “É ótimo que a real carga tributária fique clara, isso é importante. Num mundo civilizado todos sabem o que se cobra de imposto e onde são empregados. Nós não sabemos. Agora com a aprovação do projeto de lei a população e a sociedade de modo geral vão saber. O que é benéfico”, afirmou o economista.
Para o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas) Ismael Bicharra, a intenção é boa, mas a operacionalização é muito difícil e complicada para ser aplicada em todas as operações de venda de produtos e serviços. “Na minha ótica é um trabalho a mais para os comerciantes. Nas notas fiscais constam os impostos em forma de percentual, e na área federal considero inaplicável. Até hoje, após seis anos as notas fiscais eletrônicas apresentam algum problema durante a emissão” alertou o empresário.
Em São Paulo as associações comerciais disponibilizaram software com programa de emissão de nota fiscal com o cálculo dos impostos descriminados, ao invés de embutidos no preço, em garantia ao cumprimento do PL 1472/2007. Também, já utilizam outras ferramentas para conscientizar a população acerca do excesso de impostos incidentes nos produtos e serviços, por exemplo, o impostômetro, o feirão do imposto e a calculadora do imposto.
“Estamos radiantes com a aprovação do Projeto de Lei 1472/2007 e confiantes na sanção da presidente Dilma Rousseff. Esta é uma vitória de todas as entidades que participaram da campanha ‘De Olho no Imposto’, em 2006. A aprovação do nosso projeto demonstra que somando forças podemos reverter crises, organizar ações e explorar melhor as oportunidades. Friso que não somos contra o pagamento de impostos, mas queremos que todos os brasileiros tenham consciência que são pagadores e não meros contribuintes. Por esta razão devemos exigir a contrapartida dos governos na prestação de serviços públicos de qualidade. Com muita ética e transparência, construímos, ajudamos a crescer, representamos, informamos e formamos”, comemorou o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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