Escola acena com novas parcerias em 2008

Em: 4 de abril de 2008
Pioneira na educação profissionalizante na área da lutheria, –arte da construção de instrumentos musicais.
Pioneira na educação profissionalizante na área da lutheria, –arte da construção de instrumentos musicais.

Pioneira na educação profissionalizante na área da lutheria, –arte da construção de instrumentos musicais–, da marchetaria e manejo florestal de impacto reduzido, a Oela (Oficina Escola de Lutheria da Amazônia) lançou recentemente seu Relatório de Atividades anual que destaca ações de geração de emprego e renda e ampliação da sua linha de produção de instrumentos musicais, com destaque para produção de 30 instrumentos a cada dois meses.
A Oela vende instrumentos para diversos mercados e foi a primeira escola no mundo a receber o selo sócio-ambiental de madeira certificada pelo FSC, na modalidade mista.

Atender
demanda
A unidade 2 da Oela está em fase de reforma e ampliação para atender a grande demanda do mercado pela compra dos instrumentos musicais certificados pelo FSC. Nesta unidade está incubado um grupo de produção semi-industrial de instrumentos musicais que atualmente é composta por profissionais formados na Oela e um mestre luthier. A nova estrutura da linha de produção já conta com novas máquinas, equipamentos e ferramentas de aprimoramento do produto final.
A Oela produz violão clássico e 7 cordas, viola caipira, cavaquinho, bandolim e banjo. Outro produto de grande procura no mercado e também produzido pela oficina são peças de marchetaria, como caixinhas decorativas e molduras. No relatório foram destacados os eventos nacionais em que a Oela. esteve presente como o 1º Encontro Nacional dos Povos da Floresta, em Brasília/DF; 1ª Feira Panamazônica, em Rio Branco/AC e Feira Lutheria na Amazônia, em Belém/PA.

Há dez anos entidade busca pelo social

Pelo seu trabalho ao longo destes dez anos a Oela foi premiada ano passado pelo Grupo Cultural Afro Reggae com o prêmio Orilaxé (a cabeça que tem o poder de transformação) na categoria projeto social no ano de 2007, na cidade do Rio de Janeiro. Além do prêmio a escola ao completar dez anos está se preparando para ampliar suas atividades.
O representante do Unicef na região Norte, Halim Antônio Girade, manifestou interesse da organização em fechar um convênio de cooperação técnica com a Oela para levar o ensino profissionalizante e todo o conjunto de projetos socioambientais da Escola para a região do Alto Solimões e Alto Rio Negro, num trabalho que deverá ser feito junto aos índios. O objetivo deste convênio é diminuir os índices de suicídios junto aos indígenas destas regiões do Amazonas, por meio da inclusão social do ensino da Lutheria.

Outros
programas
Entre os programas de ensino da oficina são realizadas também aulas de informática e desenvolvidos programas de geração de renda (incubadora de produção e loja Eco Madeira) e de Políticas Públicas voltados para a área ambiental. Ao todo a escola soma anualmente 8.500 alunos (lutheria, informática e inglês) que estudam nos cursos oferecidos pelo sistema Oela.
Para o secretário-executivo da Oela, Rubens Gomes, esta comemoração dos dez anos é uma oportunidade de mostrar que é possível com determinação, com parcerias certas e qualidade no trabalho promover a inclusão econômica e social na Amazônia, usando de forma racional os recursos naturais existentes.
“Essa é a grande sacada do projeto. Por isso, nossa visão de agora em diante é disseminar a tecnologia social que a Oela desenvolveu ao longo destes dez anos para gerar oportunidades para mais jovens e adolescentes em diversos pontos da Amazônia. Essa é a linha motora que já está dando resultados como o mais recente interesse do governo do Acre em firmar parceria técnica com nossa escola, a fim de levar o ensino profissionalizante de lutheria para as escolas deste Estado”, destacou Rubens.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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