Escolhido novo local para shopping provisório

Em: 14 de março de 2011
Após várias reuniões entre os representantes do Grupo mineiro Uai e os órgãos públicos envolvidos, o impasse da retirada dos vendedores ambulantes estabelecidos no Centro de Manaus para um local provisório parece ter chegado a uma solução
Após várias reuniões entre os representantes do Grupo mineiro Uai e os órgãos públicos envolvidos, o impasse da retirada dos vendedores ambulantes estabelecidos no Centro de Manaus para um local provisório parece ter chegado a uma solução

Após várias reuniões entre os representantes do Grupo mineiro Uai e os órgãos públicos envolvidos, o impasse da retirada dos vendedores ambulantes estabelecidos no Centro de Manaus para um local provisório parece ter chegado a uma solução, que deverá desobstruir as ruas enquanto estiver sendo erguido o Shopping Popular permanente da Booth Line Empreendimentos e Administração de Propriedade Imobiliária Ltda. A Prefeitura de Manaus, por meio do Implurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), deverá iniciar um processo de desapropriação do quarteirão localizado entre a Travessa Tamandaré e a rua Visconde de Mauá, vizinho ao Banco do Brasil da Praça XV de Novembro, no centro histórico da cidade, para a construção do centro comercial popular provisório.
Segundo informações do superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Juliano Valente, houve uma primeira tentativa, mas a “transferência dos vendedores frustrou pela falha no processo provisório de instalação”, explicou, referindo-se a intervenção da Justiça Federal, que embargou a obra do primeiro shopping provisório construído de forma irregular em dois galpões dentro Porto de Manaus.
A retirada dos vendedores atende à solicitação da Fifa para preparar a cidade para a Copa de 2014. “Do ponto de vista do Iphan, a presença dos camelôs impacta o patrimônio cultural existente no Centro histórico da cidade”, informou Valente. O Iphan aprovou a localização do centro comercial, do ponto de vista de impacto ao patrimônio.
Outra aprovação do Iphan refere-se ao projeto do Shopping Popular ou Camelódromo – do Booth Line Empreendimentos com 15mil m², terá um investimento que custará R$ 36 milhões, e ficará localizado no quarteirão entre a Travessa Tamandaré e rua da Instalação. Além de estar no Centro histórico, o camelódromo também abriga um sítio arqueológico a ser conservado. “O Iphan aprovou o projeto do shopping definitivo, após as adequações necessárias do ponto de vista da estrutura”, explicou o superintendente do instituto. O Shopping Popular definitivo da Booth Line terá em seu piso, sobre o achado arqueológico, um vidro para turistas e frequentadores locais observarem a descoberta.
As duas obras, tanto do Shopping Popular quanto do centro comercial provisório, terão o acompanhamento do MPF (Ministério Público Federal), cuja preocupação é de ordem social, devendo atuar como orientador no sentido de contribuir para resolução do problema caótico em que se encontra o Centro de Manaus.
O Shopping Popular definitivo da Booth Line ainda não tem data para ser erguido, pois aguarda a remoção dos ambulantes. “O MPF vai fiscalizar a remoção. Não podemos iniciar a obra enquanto o MPF não autorizar”, explicou o diretor do grupo mineiro Uai, Elias Tergilene.
Já o presidente do Sincovam (Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus), Raimundo de Sena, aguarda que tudo se resolva. “O local para o centro comercial provisório foi indicado por nós e estamos aguardando o processo na Prefeitura para desapropriação”. Segundo Sena, o Sincovan conta atualmente com 2.130 ambulantes cadastrados, mas o número pode chegar a 2.300 quando incluídos os vendedores de alimentos. “Se o centro comercial provisório tiver três andares poderemos abrigar 90% dos camelôs. Com a licitação e a construção caminhando poderemos ficar com dois Shoppings Populares. Quem ganha é a sociedade”, afirma Sena.

Redação

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