Quem visitar o 3º Salão do Turismo, que acontece desde ontem e vai até o dia 22 de junho, no Anhembi, em São Paulo, vai poder conhecer um pouco do artesanato de cada Estado brasileiro. O espaço Vitrine Brasil vai reunir 27 casas de artesãos, representando as unidades da Federação, e vai mostrar as peculiaridades do que é produzido artesanalmente em cada região do país. As peças expostas também serão colocadas à venda durante o evento.
O Sebrae foi convidado para coordenar quatro casas de artesãos da Vitrine Brasil – Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo a gestora do projeto de artesanato do Sebrae no Rio Grande do Sul, Vânia Regina Fernandes, essa é uma grande oportunidade para que a cultura e a história do Estado sejam conhecidas e levadas para casa de cada visitante do evento.
Vânia conta que a instituição fez um levantamento de todo o artesanato produzido no Estado e selecionou aqueles em que há relacionamento direto com os roteiros turísticos que estarão no salão e que também são apoiados pelo Sebrae.
No caso do Rio Grande do Sul, estarão no evento cerca de 1.200 peças, a maior parte delas feitas em lã pura de ovelha, favos que compõem e adornam as bombachas –calças típicas usadas pelos gaúchos– e outros produtos feitos com resíduos de borracha e derivados de petróleo. Tudo isso, segundo Vânia Regina Fernandes está relacionado com roteiros como o Caminho Farroupilha, que integra a Costa Doce e a região dos Pampas Gaúchos.
Estimativa gestora
Com a exposição desses produtos, a estimativa da gestora do programa de artesanato do Sebrae gaúcho é que sejam vendidos em torno de R$ 40 mil. “Teremos peças que variam de R$ 4 a R$ 150, por exemplo. A venda avulsa, no varejo, será um grande impulso para comercializações futuras de grandes quantidades como também para promover o turismo daquela região”, afirmou.
A casa do artesão possui em torno de 40 metros quadrados, sendo que parte desse espaço será destinada ao estoque das peças que serão expostas e comercializadas no evento.
Espaço que também será usado pelos artesãos do Amapá. Nesse caso as peças de madeira, fibra e semente serão o destaque desse estado da Região Norte. A gestora de artesanato do Sebrae/AP, Maria Josseli Palheta, diz que foi dada prioridade para peças que destacassem a identidade local.
Em 2006, foi feito um levantamento histórico do Estado e constatada que uma atuação mais forte na produção de peças artesanais poderia ser feita utilizando a iconografia dos povos maracá e cunani, uns dos primeiros a habitar o Amapá. “Por isso, o uso acentuado da madeira, da fibra e da semente. Antes desse resgate, porém, o artesanato amapaense tinha muita influência da cerâmica marajoara do Pará e era justamente atrás da identidade local que fomos e conseguimos chegar ao que temos hoje”, explicou Josseli. Cinquenta peças de 30 artesãos apoiados pelo projeto ‘Amapá Feito à Mão’ foram selecionadas e vão integrar a casa do artesão do Amapá no Salão do Turismo.







