Especialista fala sobre ocupação da Amazônia

Em: 19 de maio de 2009
Estudos de quase 20 anos de escavações, mapeamentos e pesquisas no Alto Xingu, Mato Grosso, realizados pelo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, em Gainesville, foram apresentados aos 30 alunos do curso de Arqueologia da UEA
Estudos de quase 20 anos de escavações, mapeamentos e pesquisas no Alto Xingu, Mato Grosso, realizados pelo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, em Gainesville, foram apresentados aos 30 alunos do curso de Arqueologia da UEA

Estudos de quase 20 anos de escavações, mapeamentos e pesquisas no Alto Xingu, Mato Grosso, realizados pelo americano Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, em Gainesville, foram apresentados aos 30 alunos do curso de Arqueologia da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
Os etudos foram apresentados durante palestra intitulada ‘Sociedade Complexas da Amazônia Coloquial’, realizada em Iranduba, município onde é oferecido o curso.
Heckenberger destacou a importância dos estudos para a compreensão da existência da própria humanidade e o papel da universidade para o desenvolvimento dessas pesquisas.
“É necessário que ocorram inúmeros trabalhos de arqueologia na Amazônia para compreendermos a humanidade. Essas ações que a UEA proporciona para os alunos do primeiro curso de arqueologia do Norte são de grande relevância”, disse.
Em sua apresentação, o arqueólogo explanou sobre o mapeamento realizado em Mato Grosso, o qual comprovou que as aldeias indígenas são equiparáveis às cidades medievais europeias.
“Não se pode ter a ideia de que os povos da Amazônia eram primitivos”, relatou o pesquisador, afirmando que geograficamente e matematicamente, tudo era bem calculado, dando sinais de evolução e organização.
Conforme a coordenadora do curso, Helena Lima, a palestra é parte integrante de várias atividades já programadas.
Ainda segundo a professora, as atividades práticas iniciaram com visitas a sítios arqueológicos em Iranduba, ao Museu e Laboratórios de Arqueologia, instalados no Palacete Provincial, ao Museu Amazônico e ao anexo do Laboratório de Arqueologia da USP (Universidade de São Paulo), estes dois localizados em Manaus.
“Já estão programadas as visitas para o Sítio Hatahara, em Iranduba, e as escavações no sítio-escola, que fica localizado no lago do Limão, também em Iranduba”, acrescentou.
“Ficamos impressionados com os relatos apresentados pelo professor Heckenberger e agora poderemos aplicá-los no Amazonas, principalmente aqui em Iranduba, uma vez que o município dispõe de mais de uma centena de sítios arqueológicos”, disse Jair Costa, aluno do curso de Arqueologia.
O curso de Arqueologia da UEA, o único da região Norte, faz parte do Programa de Interiorização do Ensino de Graduação e conta com a parceria da USP (Universidade de São Paulo).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar