Planejamento prévio E CONSULTORIA podeM garantir sobrevivência de PMEs
Artur Mamede
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O ano de 2015 inicia com aumento de impostos, inflação no limite, aperto do crédito, desvalorização cambial e PIB (Produto Interno Bruto) de 0,38%, segundo o Banco Central. Todos estes fatores, fazem do ano, um desafio para todos os setores da economia. Especialista pedem cautela na hora de abrir um novo negócio, mas e quando aquela ideia já está funcionando? O que fazer para sobreviver a um ano cheio de incertezas?
Segundo o IC-PMN (Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios) no Brasil, feito pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa)- é uma instituição de ensino superior brasileira que atua nas áreas de negócios, economia e direito -a expectativa dos empreendedores para a economia brasileira neste primeiro trimestre é bastante negativa na comparação com o último trimestre de 2014.
Os dados preocupantes são confirmados pela consultora amazonense Carmen Bernardes, da Consulte Serviços, que sugere um congelamento temporário nos investimentos. “Os ajustes econômicos aconteceriam todos até março, este ano as previsões apontam, para o mês de abril. Até este período pedimos cautela” conta a consultora. Para investir com um pouco de segurança após o período turbulento, Carmen cita o setor de serviços como promissor, “É um excelente segmento para investir. Poucos funcionários por empresa e bastante demanda, dão segurança a quem quer investir”, afirma.
Manter em funcionamento qualquer que seja o negócio sempre vai ser um desafio e, em ano de mudanças econômicas, a diversificação pode ser um benefício. “Outra aposta para atravessar este ano, será o multisserviço. Em um só lugar ter vários serviços, cativa clientes. Exemplos são bancas de revistas, que agora se instalaram em corredores de shoppings (outra tendência), em um só lugar se pode recarregar cartuchos para impressora, fazer cópias e outros serviços”, resume Carmen.
Planejamento
A consultora sugere para que se mantenha uma empresa funcionando, que se inicie um plano de negócios, o que funcionaria como um teste prévio de viabilidade. Assim se sabe o que será tendência, se vale a pena investir e se é necessário manter estoques. “Acompanhar o que pede o cliente evita que se invista errado, mas quantas vezes somos pesquisados em lojas sobre isso. Outro fator preocupante é o da falta de análise por parte de gestores, não fazer análises comparativas mês a mês, não te dá a ideia do que vende de verdade. Tem sido raro ver isso em grandes empresas e piora nas pequenas, é preciso se criar essa cultura”, ressalta Carmen.
Capacitados
Segundo a consultora, um grande erro que pode se agravar neste ano, é a falta de capacitação que aliada a inexperiência tende a fechar empresas ainda nos primeiros anos. “É necessário ter um perfil empreendedor, não começar por impulso ou abrir negócios por necessidade. Aos poucos este perfil vem sendo trocado. Nas turmas em que leciono, os números atuais provam isso. Hoje de cada turma, 75% já detém algum conhecimento empreendedor. Em anos anteriores este número era de 40%”, afirma a consultora.
O próprio mercado de consultoria tem se adaptado a nova realidade, conta Carmen. “As escolas sempre existiram, as turmas sempre estiveram lá, mas a crise parecia distante. Nos últimos anos, a realidade bateu a porta e muitos viram a dificuldade de se aplicar no dia a dia o que era aprendido nas escolas”, fecha.
Para a consultora, o ideal é que se tenha no mínimo cinco anos de estudos empreendedores para ter sucesso. “A necessidade tem encurtado este tempo, daí vemos a discordância entre números, temos mais pessoas buscando capacitação, mas mais empresas fechando,” conta.






