Especialistas debatem em Manaus gestão do patrimônio arqueológico

Em: 31 de outubro de 2007
É quando acontece o 1º Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Arqueológico Pan-Amazônico. O evento marca os 70 anos do Iphan
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É quando acontece o 1º Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Arqueológico Pan-Amazônico. O evento marca os 70 anos do Iphan

Mais de 40 arqueólogos do Brasil e dos países que compõem a região amazônica se reúnem de 5 a 9 de novembro no auditório do Centro Cultural Povos da Amazônia. É quando acontece o 1º Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Arqueológico Pan-Amazônico. O evento marca os 70 anos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão ligado ao Ministério da Cultura, que em Manaus está presente desde 1987. Entre os temas a serem debatidos está “Turismo Arqueológico e Socialização de Sítios”, uma abordagem sobre a importância da arqueologia para o setor de turismo no Amazonas. O acesso do público é gratuito.

O 1º Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Arqueológico Pan-Amazônico pretende unir forças. “Este debate vai propiciar a criação de um ambiente melhor para que se possa fazer cumprir a lei. O Iphan está fazendo um trabalho sério, rigoroso, mas ainda encontra muita resistência da sociedade de uma forma geral. Não conhecemos quase nada da arqueologia amazônica. Além disso, muitas riquezas se perdem, grande parte delas para o tráfico de material arqueológico. Neste seminário, vamos promover uma troca de experiências para combater esse terrível problema, o tráfico de material arqueológico, entre outros temas”, explicou Bepi Cyrino, superintendente da 1ª. SR Iphan – AM/RR.

“Esse encontro é uma idéia antiga do Iphan. Vamos reunir os gestores do Amazonas, dos Estados vizinhos e dos países amazônicos para definir diretrizes para a gestão deste patrimônio arqueológico, que é riquíssimo”, completou Héllen Carvalho, arqueóloga do Iphan e uma das coordenadoras do evento.

A abertura do 1º Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Arqueológico Pan-Amazônico acontece no dia 5 de novembro. São aguardados o ministro da Cultura, Gilberto Gil, o governador do Estado, Eduardo Braga, o prefeito de Manaus, Serafim Correa, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida.

Entre os conferencistas que estarão na abertura do evento, destaque para Núria Sanz, representante da Unesco, Cristobal Gnecco, editor da “Revista de Arqueologia Sul Americana”, e Eduardo Goes Neves, que realiza pesquisas no Amazonas há mais de dez anos.

No dia seguinte, serão realizadas pequenas conferências para se formar um panorama da questão arqueológica na região. No terceiro dia, 7 de novembro, começam pra valer as discussões em torno dos temas mais urgentes:

Primeiro, “Turismo Arqueológico e Socialização de Sítios”, às 8h, e “Tráfico de Material Arqueológico”, às 14h.
No dia 8 é a vez dos especialistas falarem sobre “Preservação do Patrimônio Arqueológico em Terras Indígenas”, às 8h, e “Inventário de Sítios da Amazônia”, às 14h. No dia 9, pela manhã, entra em pauta o último dos cinco grandes temas: “Empreendimentos Causadores de Impacto ao Patrimônio Arqueológico”, às 8h. Por fim, a partir das 14h, os mais de 40 arqueólogos se reúnem a portas fechadas para preparar uma carta com sugestões de diretrizes para a gestão do patrimônio arqueológico pan-amazônico. “Este será o primeiro passo para a criação de políticas públicas sobre este tema, que definam ações concretas no que dizem respeito à gestão deste acervo, a projetos de pesquisa, entre outros temas”, destacou Hellen Carvalho.

Embora todo o mundo esteja de olhos voltados para a Amazônia e a região possua o maior número de sítios arqueológicos em todo o país, o Amazonas não tem um curso superior de arqueologia. A carência de profissionais na região não é o único problema. O superintendente da 1ª. SR Iphan – AM/RR chama a atenção para as inúmeras necessidades do setor.

“Atualmente, tudo o que é encontrado na região amazônica e que tem valor arqueológico e, portanto, precisa ser catalogado e estudado, ou segue para São Paulo, para o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (Universidade de São Paulo), ou para o Museu Emílio Goeldi, no Pará. Felizmente, em breve deveremos ganhar um espaço exclusivo para a pesquisa da arqueologia”, disse Bepi Cyrino.

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Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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