Espera por Copom reduz giro de negócios e dólar fecha a R$ 1,80

Em: 4 de dezembro de 2007
O Banco Central realizou leilão de câmbio às 11h51 e adquiriu dólares a R$ 1,8275 (taxa de corte). As reservas internacionais atingiram US$ 177,859 bilhões
O Banco Central realizou leilão de câmbio às 11h51 e adquiriu dólares a R$ 1,8275 (taxa de corte). As reservas internacionais atingiram US$ 177,859 bilhões

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,807 para venda, em alta de 0,72%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,940 (venda), com avanço de 2,10%.

O Banco Central realizou leilão de câmbio às 11h51 e adquiriu dólares a R$ 1,8275 (taxa de corte). As reservas internacionais atingiram US$ 177,859 bilhões. Profissionais de mercado relatam que a autoridade monetária tem comprados lotes mínimos de moeda, praticamente, só para “marcar posição”.

O nervosismo do mercado com os problemas da economia americana e o consequente aumento da aversão ao risco pelos investidores afetaram os negócios do mercado cambial nesta jornada.

No front doméstico, ontem foi o primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que vai decidir a nova taxa básica de juros do país, hoje em 11,25% ao ano. Há consenso no mercado de que o Comitê deve conservar os juros nesse nível. A espera pelo Copom esvaziou parcialmente o giro de negócios.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, voltou a apontar taxas mais para 2008, 2009 e 2010.

Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 avançou de 11,25% ao ano para 11,26%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,64% para 11,66%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 12,15% para 12,23%. A FGV (Fundação Getulio Vargas) registrou alta do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) em seis das sete capitais pesquisadas. O IPC-S geral subiu 0,27% no mesmo período, 0,18 ponto percentual acima do registrado na semana imediatamente anterior.

Bovespa fecha em alta

A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou o sexto pregão com fechamento positivo. A Bolsa brasileira teve uma recuperação modesta, sustentada pelos negócios com ações da Vale e da Petrobras, e com giro financeiro abaixo da média, sinalizando a cautela dos investidores.

Tradicionalmente, o volume financeiro é mais retraído na véspera do anúncio da nova taxa básica de juros do país. O consenso dos analistas aponta que o Copom deve manter os juros em 11,25% ao ano, mas há expectativa de uma minoria do mercado por uma possível redução de 0,25 ponto percentual.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, encerrou o pregão com acréscimo de 0,45%, aos 63.481 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,58 bilhões.

A alta foi puxada principalmente pelo desempenho favorável das ações mais negociadas da praça, os papéis de Vale e Petrobras. Segundo corretores, quando os papéis tiveram quedas recentes que abriram oportunidades de compra e atraíram investidores. “A Bolsa não está nada ‘descolada’ dos EUA. Estamos é muito bem ligados e todo mundo continua muito preocupado com a situação da economia americana e os demais problemas”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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