O Estado do Amazonas está recebendo mil toneladas de milho em grão, oriunda do Mato Grosso. A remoção do produto faz parte da política do governo de abastecer as regiões cuja produção agrícola ainda não atende a demanda.
O governo federal, por meio do Programa de Vendas em Balcão, vem comercializando o produto para os pequenos e médios criadores de aves, peixes, suínos e outras atividades que necessitam do milho para ser utilizado no preparo da ração.Em 2006, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento ) -empresa responsável pela operacionalização- vendeu aproximadamente 3.300 toneladas de milho, atendendo 835 criadores.
O produtor interessado deve entrar em contato com a superintendência da Conab para realizar o cadastramento e, em seguida, efetuar a compra do produto. A documentação exigida no cadastro é: carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e carteira de produtor rural.
Atualmente, o preço de comercialização está em R$ 0,50 o quilo (R$ 25 / 50 kg e R$ 30 / 60 kg). O limite/mês/cliente é de 14 toneladas. O programa atende, além do produtor, associações, cooperativas, universidades, escolas agrícolas, prefeituras e secretarias de produção localizadas em qualquer município do Amazonas.
Além da capital, já estão cadastrados no programa os produtores rurais dos municípios de Presidente Figueiredo, Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Maués, Autazes, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Iranduba, Manacapuru, Careiro, Nova Olinda do Norte, Barreirinha, Novo Ayrão, Lábrea, São Sebastião do Uatumã, Tefé, Manaquiri, Urucará, Borba e Parintins. São aproximadamente 509 criadores cadastrados. A demanda mensal está estimada em 500 toneladas de milho em grão.
Plantio deve ocupar 47 mi de hectares
A área cultivada com grãos no Brasil pode chegar a 47,7 milhões de hectares. A estimativa é da Conab, em seu primeiro levantamento de intenção de plantio da safra 2007/2008, com previsão de colheita para fevereiro.
A pesquisa, realizada junto ao setor produtivo, avalia uma produção entre 134,9 e 138,3 milhões de toneladas. Em relação à safra 2006/2007 (131,5 milhões t), o aumento pode variar de 2,6% e 5,2%.
A expectativa se baseia nos bons preços de mercado. “Essa confirmação dependerá, também, das variações climáticas para o período”, comentou o diretor de Logística e Gestão Empresarial da estatal, Sílvio Porto.
A área destinada ao milho oscilará entre 9,7 e 9,9 milhões de hectares. Segundo o gerente de Levantamento e Avaliação de Safras da Conab, Eledon Oliveira, “quando se compara com a área cultivada na safra passada, verifica-se incremento de 2,3% (215 mil hectares) no limite inferior e de 4,5% (423 mil hectares) no limite superior. Isso se deve aos elevados preços do milho.
Comparada à safra anterior a região Centro-Oeste terá aumento de área entre 6,8% (57,4 mil hectares) e 10,3% (87,1 mil hectares); a Sudeste entre 2,3% (48,2 mil hectares) e 4,9% (103,4 mil hectares); a região Sul vai crescer entre 3,2% (109,4 mil hectares) e 6,8% (232,6 mil hectares)”, informou o gerente. Oliveira disse também que o calendário das regiões Norte-Nordeste não coincide com o da região Centro-Sul, por isso foram conservadas as mesmas áreas cultivadas na safra passada”.
Os estudos de campo, realizados pelos técnicos da Conab, avaliam uma produção entre 37 e 38 milhões de toneladas de milho. Comparada à safra passada, verifica-se aumento de 1,7% (616 mil toneladas) no limite inferior e 4,6% (1,7 milhão de toneladas) no limite superior.






