Estado sofre com poucas áreas para plantio

Em: 15 de setembro de 2010
O Amazonas conta apenas com três por cento de área desmatada para explorar a agricultura de subsistência
O Amazonas conta apenas com três por cento de área desmatada para explorar a agricultura de subsistência

O Amazonas conta apenas com três por cento de área desmatada para explorar a agricultura de subsistência. O que significa segundo o coordenador técnico da Sepror (Secretaria de Produção Rural), Edson Barcelos, que o estado tem pouco espaço para o plantio. O coordenador afirma que o Amazonas nunca será autossuficiente no plantio de arroz, milho, feijão e soja, e que o nosso clima é propício para os cultivos perenes tendo como base a fruticultura tropical.
De acordo com o coordenador a área representa três milhões de hectares desmatados, porém se for cultivada com competência, tecnologia, assistência técnica e infraestrutura, ela será suficiente para o abastecimento de hoje e dos próximos dez anos.
Com alto poder aquisitivo a capital, é a maior consumidora dos produtos produzidos no estado, mas a proposta da Secretaria é produzir para abastecer a capital e os excedentes ficarão nos locais de produção.
Há dez anos o estado importava até 90% de produtos como a laranja, banana e abacaxi. Na comparação com este período, hoje só é importado na entressafra.
Os municípios de Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo tem se destacado nas produções do Estado. “A produção de abacaxi tem batido recorde e a produção deste ano chegou a 30 milhões, a banana tem sido um grande desafio pelas constantes doenças, como sigatoka-negra (fungo que destrói a bananeira e seu fruto), tem sido combatida insistentemente por agentes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)”, afirma o coordenador.

Dificuldades do setor

Para o presidente da Faeam (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço Júnior, as ações do governo voltadas para o setor no interior do Estado estão distantes das políticas implantadas na capital.
Segundo o presidente, as dificuldades estão contidas no pacote de sugestões que começou a ser elaborado pela entidade para ser entregue a todos os candidatos ao governo nas eleições deste ano. “Não serão apenas pedidos e lamentações. São propostas para que os candidatos conheçam os anseios do setor e possam contemplá-los em seus planos de governo”, enfatizou.
As principais reivindicações do setor para o próximo governador do Amazonas são melhorias na qualidade da educação rural, a discussão e criação de um Código Ambiental Estadual, a melhoria da infraestrutura para escoamento e armazenagem da produção.
O presidente da Faeam, Muni Júnior, afirma que o setor reúne hoje 270 mil pessoas em todo o Estado e tem perspectivas de crescimento para os próximos anos. “O principal desafio será equilibrar a geração de renda e integrar a economia da capital e do interior do Estado”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar