Aproveitando a plateia de empresários da construção civil e a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, na 10ª edição do “ConstruBusiness” (congresso sobre o setor realizado na capital paulista), Paulo Skaf, presidente da Fiesp, voltou a fazer campanha pela redução do custo da energia elétrica.
“Estamos na reta final para a redução da conta de luz”, disse. “Aproveito para renovar o pedido de apoio à Medida Provisória 579 que vai diminuir esse custo, e que sejam retiradas as mais de 400 emendas que estão lá e não têm nada a ver com a lei”.
A MP 579 prevê a renovação antecipada de concessões de empresas elétricas a vencer até 2017 com uma tarifa menor que a atual.
O governo promete diminuir a conta de luz dos brasileiros em 20% em média no ano que vem. Algumas empresas estão resistentes à renovação diante do impacto financeiro negativo que a tarifa menor traria a elas.
Preços
Skaf destacou que, hoje, no Brasil, o custo médio da energia está em R$ 90 reais por MWh, sendo R$ 70 -ou 78%- referentes à amortização de investimentos feitos pelas concessionárias.
“Isso continua mesmo depois de 20 anos de concessão”, disse. “Produzir no Brasil hoje está mais caro do que na Itália ou na Argentina”, acrescentou.
Michel Temer destacou os incentivos do governo à iniciativa privada, como a desoneração da folha de pagamentos.
“Tenho a sensação de que estamos no caminho certo. Logo que o Skaf adotou essa cruzada pela redução da energia a ideia logo foi acolhida pelo governo”.







