Estatal define em Brasília plano de investimento de 2009 a 2013

Em: 25 de janeiro de 2009
A segunda parte da reunião do conselho de administração da Petrobras, que ocorreu na sexta-feira em Brasília para discutir os investimentos futuros da estatal, terminou antes 16 horas.
A segunda parte da reunião do conselho de administração da Petrobras, que ocorreu na sexta-feira em Brasília para discutir os investimentos futuros da estatal, terminou antes 16 horas.

A segunda parte da reunião do conselho de administração da Petrobras, que ocorreu na sexta-feira em Brasília para discutir os investimentos futuros da estatal, terminou antes 16 horas. O grupo, que vota o plano de investimento da estatal de 2009 a 2013 em meio à crise financeira internacional, entrou e saiu sem conversar com a imprensa.
Isso porque os valores definidos na reunião só serão divulgados após o fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo e do mercado norte-americano. A Petrobras marcou o anúncio para as 19h, no Rio, com a presença do presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, mas apenas na segunda-feira o plano será detalhado.
Na manhã da sexta, tomou parte do encontro, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem o conselho apresentou o plano. Segundo interlocutores, o presidente garantiu que não faltarão recursos para os projetos da Petrobras. À tarde, o conselho votou a proposta.
O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, também tomou parte da reunião. Ele explicou a liberação, anunciada ontem pelo governo, de R$ 100 bilhões extras extras para empréstimos pela instituição, com foco em infraestrutura, em petróleo e gás e energia elétrica.
Nessa linha, o suporte para o programa de investimento da Petrobras em um momento de restrição das linhas de crédito externo é uma das prioridades. Questionado sobre uma reserva de US$ 20 bilhões só para a Petrobras, o ministro Guido Mantega não confirmou.
O BNDES tem sido um dos grandes instrumentos do governo para enfrentar a crise e suprir a falta de crédito no mercado.
Participaram ainda da reunião a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), presidente do conselho, o ministro Guido Mantega (Fazenda), o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Luciano Coutinho, o comandante do Exército, ex-comandante do Exército general Francisco Albuquerque, o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Fábio Barbosa, e o empresário Jorge Gerdau.
Segundo publicou na semana passada a colunista da Folha Mônica Bergamo, o plano será maior que o de 2008. Tal tendência já havia sido mencionada por Gabrielli. No fim de 2008, porém, ele informou que foi enviada uma previsão ao Congresso de R$ 72 bilhões em agosto, antes do agravamento da crise, e que esse número poderá ser revisto para baixo.
“Não necessariamente isso implicaria em cortes de projetos. Pode ser feito um ajustamento interno e no tempo desses projetos. O investimento é uma decisão plurianual, nunca é uma decisão só para o ano. Acredito que deveremos ter um investimento superior ao deste ano”, afirmou.
A declaração de Gabrielli contrastou com a dada pela ministra Dilma Rousseff, que preside o Conselho de Administração da estatal. Dilma afirmou que o investimento da Petrobras, sem o pré-sal, seria de R$ 40 bilhões neste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar