A Abraform (Associação Brasileira da Indústria de Formulários, Documentos e Gerenciamento da Informação) reuniu associados para sua assembléia geral, realizada na sede da entidade, na capital paulista, em 5 de dezembro último. Além de apresentar o orçamento para 2008, o encontro teve como momento mais aguardado a apresentação do Estudo Setorial da Indústria Brasileira de Formulários 2007, um levantamento empreendido pelo Iemi (Instituto de Estudos e Marketing Industrial) sobre uma base de dados de 237 gráficas de formulários fiscais -22% exclusivas do setor e 78% com atividades diversificadas- além de dez papeleiros.
O segmento com maior ocorrência de produtores na indústria de formulários, é o de ‘print’. A soma das parcelas supera o universo pesquisado, por que muitos atuam em mais de um segmento. Na distribuição das empresas no país, as empresas continuam se concentrando nas regiões Sudeste (67,5%) e Sul (20,2%).
O estudo detectou que a indústria de formulários representa 12,0% do faturamento e 10,1% da mão-de-obra do setor gráfico, operam mais de 1.363 máquinas de impressão, a maioria delas off-sets planas e de bobina (60%). Mais de 20% são digitais.
Os investimentos no setor (máquinas e instalações), que vinham em crescimento contínuo até 2000 sofreram forte retração no ano seguinte com o racionamento da energia e o retorno na instabilidade no câmbio (que perdurou até 2003). Para 2006, os valores estimados já inspiraram um clima de maior confiança no mercado.
Vendas do segmento
Para os produtores de formulários, na época em que a pesquisa foi realizada a expectativa para as vendas do segmento em 2007 era de crescimento de 13,8% se comparados ao ano passado. Menos otimistas, os papeleiros tinham expectativa de aumento de 6% este ano no consumo de papel pelo setor de formulários, em relação a 2006.
A grande preocupação para a indústria de formulários, no entanto, ainda é a substituição dos seus produtos. Para 63% dos pesquisados a nota fiscal eletrônica, impressão a laser e digital, além dos impostos, ameaçam o setor.
Apenas 54% das empresas vêem oportunidades para o segmento. Migrar para outros segmentos, principalmente os baseados em novas tecnologias de impressão é o melhor caminho na percepção dos empresários.
Em termos nominais (R$), as vendas do setor cresceram 150% no período de 1996 a 2006. Já em dólares (US$) o aumento é de 15%. As micro, pequenas e médias empresas representam mais de 90% das unidades em atividade no segmento, mas apenas 31% das vendas do setor. O restante é formado por empresas ‘médias-grandes’ e ‘grandes’, responsáveis por 69% das vendas. As micros e pequenas indústrias do segmento, possuem participação mais significativa no montante de empregos gerados, do que a observada sobre as vendas, com uma participação pouco superior a 15% do total dos postos de trabalho.
Quando analisado por segmento, o setor de dados variáveis é o que apresenta a maior participação sobre as vendas do setor, seguido pelos segmentos de print e listagens. Quando esta mesma análise é feita por mão-de-obra, o segmento de print é o que aparece em primeiro lugar, com dados variáveis em 2.º, não-formulários em 3.º seguido de listagem com 8,4%. Segundo a pesquisa, a indústria de formulários fiscais gera 16.033 empregos, a maioria no setor de produção (61%) e contabiliza receita anual de US$ 50,4 mil por funcionário.






