O estudo mais aguardado por especialistas e profissionais do setor de equipamentos de construção para obras de infra-estrutura foi divulgado pela Sobratema -Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, no último dia 25 de outubro. O estudo apontou um aumento da demanda de equipamentos em 2007 da ordem de 46% em relação a 2006. O valor total estimado é de R$ 19,2 bilhões e a quantidade de equipamentos vendidos em 2007 chegou a 53.952.
A pesquisa intitulada “Projeção da demanda de equipamentos no mercado brasileiro de construção” estima a demanda atual e para os próximos cinco anos de equipamentos voltados para as áreas de construção industrial, residencial, comercial, energia, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, agrícola e de mineração.
Para mensurar a quantidade, a Sobratema avaliou as vendas dos equipamentos da “linha amarela”, os caminhões pesados rodoviários, os tratores de roda pesados, as gruas, os guindastes e os compressores para construção.
Foram consideradas na pesquisa as linhas de retroescavadeiras, tratores de esteira, rolos compactadores, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, motoniveladoras, caminhões fora de estrada, minicarregadeiras, caminhões pesados rodoviários, tratores de rodas pesados, gruas, guindastes e compressores para construção.
Em 2012, venda deve alcançar R$ 27 bi
“Essa tendência deverá se manter nos próximos anos, especialmente 2009 e 2010, com probabilidade de alguma variação cíclica após esse período. Avaliamos a forte demanda atual, o processo de renovação e rejuvenescimento das frotas, e especialmente a tendência de investimentos em alta dos próximos anos”, disse o presidente da Sobratema, Afonso Mamede.
Para 2008, a entidade projeta um crescimento de 13% em relação a 2007, com 60.981 equipamentos vendidos nas categorias principais. A projeção prevê a comercialização de mais de 73 mil equipamentos em 2010 e 77.523 unidades em 2012, alcançando um valor de R$ 27,6 bilhões. Isso representa uma média de crescimento de 7,5 % ao ano, no período de 2007 a 2012.
“Precisamos considerar que o crescimento de 2007, 46% acima da demanda de 2006, representa um novo patamar. Não se trata de uma bolha de crescimento. Ao contrário, representa a quebra de um ciclo histórico que vinculava o aquecimento desse mercado diretamente a eleições presidenciais, ou seja, a cada quatro anos. Mesmo o mais otimista destes cenários vislumbra, porém, um crescimento razoavelmente modesto para o período 2008 -12”, disse Mamede.
Associação faz levantamento criterioso
Para chegar a essa avaliação, a Sobratema analisou os dados do passado (período de 1988 a 2006) e comparou as vendas de equipamentos para construção com uma série de outros indicadores, tais como o PIB (Produto Interno Bruto) nacional e do setor da construção, os investimentos do setor público, a formação bruta de capital, a produção de grãos e cana de açúcar, produção de minerais ferrosos, metálicos não ferrosos e não metálicos, participação no PIB nacional da extração mineral (excluindo petróleo), preços internos de commodities minerais e outros.
“Não e ncontramos qualquer relação clara entre equipamentos de construção e os indicadores principais. Os ciclos de quatros anos refletiam apenas as eleições presidenciais. Sentimos que no caso das vendas de equipamentos para construção versus a produção mineral, por exemplo, a relação é de longo prazo. Assim como a relação com a produção agrícola versus as vendas de tratores e máquinas para produção de grãos é insignificante ou muito fraca”, explicou Mamede.
Nesse período, de 1988 a 2006 o relacionamento mais significativo capaz de delinear o mercado foi detectado entre as vendas de equipamentos de construção, PIB e os investimentos públicos (obras governamentais) que impactam diretamente nas decisões do setor privado. A melhor relação ocorreu entre equipamentos de construção e o setor público.






