“Eu não sou uma celebridade gospel”

Em: 4 de dezembro de 2015
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Ele é pastor, compositor, cantor, produtor e escritor. Não se vê como uma celebridade e faz questão de destacar que seu papel é ‘pastorear’. Fernandinho começou na igreja – onde permanece até hoje – e transforma casas de show do Brasil (e outros países) em cenários de fé. Com 10 álbuns gravados, sendo três em estúdio e sete no formato ao vivo, ele acaba de lançar Galileu: um disco focado na vida de Jesus.
Segundo o artista, a decisão de produzir mais um disco ao vivo não foi por acaso. “Tudo começou na igreja e é o que sempre fizemos: cantar. Independente de eu estar lá na frente ou sentado no banco. A gente pensa em levar aquela experiência, aquele culto para a casa das pessoas”, defende. Para Fernandinho, mais do que uma celebridade pop do mundo Gospel, a intenção é ser mais um em meio a tantos naquele momento de adoração.
Casado há 18 anos, Fernandinho compartilha com Paula a vida e o palco. “Desde que namoramos sempre cantamos juntos e sinto-me privilegiado de poder dividir também o ‘trabalho’ com ela”, diz.
Em números, o artista vendeu 1 milhão de cópias com ‘Faz Chover’, em 2003, tem mais de 300 milhões de visualizações no YouTube e 4 milhões de seguidores nas redes sociais. E ainda não se sente uma celebridade? A resposta é enfática. Não. “Eu não sou um funcionário do mercado evangélico. Não me sinto uma celebridade porque celebridade gera fã-clube e eu não tenho isso. Sou um ministro, que gera discípulos. Quero gerar apenas um exemplo na vida das pessoas”, simplifica.
Um sujeito humilde, Fernandinho garante que sua prioridade é estar o tempo todo com a igreja. “Porque eu canto sobre a igreja e eu preciso estar ali mergulhado nessa convivência, nessa comunhão. Se eu não mergulhar na Bíblia, se não viver, se eu não experimentar isso com meus olhos, eu jamais vou poder passar a mensagem para as pessoas. Preciso ouvir pastores pregando, ler sobre a vida de Jesus, saber de Deus”, diz. “Eu apenas coloco para fora o que eu ponho para dentro”.
O compositor leva à sério essa imersão na vida espiritual. Curiosamente, Fernandinho não escuta nada popular a não ser música cristã evangélica há mais de 20 anos. “Não me envolvo. Você não vai me ver cantando com um padre, por exemplo. Não é nada pessoal. É incoerente. A gente não pode caminhar junto se não tiver de acordo. Não que seja uma concorrência, apenas não posso trazer confusão para o meu público”.
Entre os cantores prediletos, estão os brasileiros Adhemar de Campos e Daniel de Souza e os internacionais Chris Tomlin, Matt Redman e a banda Passion.
Apesar do distanciamento, seu pop rock varia entre baladas fortes e rocks mais vigorosos e ‘Galileu’ foi mixado por Tim Palmer, que já trabalhou de U2 a Pearl Jam. É escutar para sentir a vibração musical e mergulhar indiretamente nos livros bíblicos de Mateus, Marcos e João.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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