EUA acusados de protecionismo pela China durante visita de Obama

Em: 17 de novembro de 2009
A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o yuan, são “injustos”, durante a visita do presidente americano Barack Obama
A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o yuan, são “injustos”, durante a visita do presidente americano Barack Obama

A China acusou nesta segunda-feira o governo dos Estados Unidos de aumentar o protecionismo e afirmou que os pedidos de Washington para que permita uma valorização de sua moeda, o yuan, são “injustos”, durante a visita do presidente americano Barack Obama.
Obama desembarcou em Xangai no domingo para uma visita de três dias destinada a convencer o governo chinês de que os Estados Unidos são um parceiro, e não um rival.
Analistas acreditam que Obama pedirá a China que reconsidere o valor do yuan, que para os EUA é mantido desvalorizado artificialmente para aumentar as exportações chinesas.
No entanto, o ministério do Comércio chinês reiterou nesta segunda-feira que o governo vai manter o yuan estável e completou que as pressões americanas são “injustas”.
“É preciso criar um ambiente estável e previsível para as empresas, incluindo políticas econômicas e cambiais, para permitir que a economia global cresça regularmente e que as exportações da China se recuperem”, disse o porta-voz do ministério, Yao Jian.
Ele completou que os Estados Unidos “continuam” permitindo que o dólar caísse “para incrementar sua competitividade”, ao mesmo tempo que pedem uma valorização do yuan.
O diretor geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, voltou a defender na segunda-feira uma valorização de algumas moedas asiáticas, em especial do yuan.

Yuan mais forte

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, pediu na segunda-feira à China que fortaleça o valor do iuane para ajudar a melhorar a situação econômica global, defendendo a manutenção do dólar como moeda de reserva internacional.
Strauss-Kahn, participante no Fórum Financeiro Internacional realizado em Pequim, respondeu assim aos pedidos de países como China para criar uma nova divisa transnacional que substitua a americana nas reservas mundiais, e também à atitude chinesa de manter sua moeda a um preço baixo para beneficiar suas exportações.
“Acho que o dólar continuará sendo a principal moeda de reserva durante algum tempo”, admitiu Strauss-Kahn em seu discurso, afirmando que o atual sistema monetário internacional “apesar de seus problemas, está ainda funcionando razoavelmente bem”.
“Provou ser forte na recente crise, e as preocupações acerca do dólar a curto prazo podem diminuir mediante ações apropriadas das autoridades americanas”, disse o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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