O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira que o embaixador da Venezuela Bernardo Alvarez Herrera está expulso do país. O ato é a resposta dos Estados Unidos à decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de expulsar o embaixador americano em Caracas, Patrick Duddy.
Chávez afirmou na quinta-feira que deu um prazo de 72 horas para Duddy sair da Venezuela em solidariedade à acusação feita pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, contra os EUA, semana passada. Morales afirmou que os EUA apóiam os violentos protestos que grupos contrários a ele têm promovido em grande parte do país. Conforme informações da agência de notícias Efe, quando Chávez anunciou a expulsão de Duddy, ele já estava nos EUA, para onde viajou dias atrás.
Para Morales, os EUA têm interesse em apoiar seus opositores porque eles têm iniciativas separatistas. Como conseqüência, determinou a expulsão do embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg. No dia seguinte, Washington determinou a expulsão do embaixador da Bolívia, Gustavo Guzman.
“Lamentamos as ações tanto do presidente Hugo Chávez quando do presidente Evo Morales de expulsar nossos embaixadores na Venezuela e na Bolívia, respectivamente. Isso reflete a fraqueza e o desespero desses líderes ao enfrentar problemas internos”, disse porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Sean McCormack.
O porta-voz ressaltou acreditar que as acusações feitas contra os embaixadores sejam falsas. “E os líderes daqueles países sabem disso”.
Mais represálias
Enquanto o Departamento de Estado confirmava a expulsão dos embaixadores boliviano e venezuelano do país, o Departamento do Tesouro anunciou sanções contra Hugo Armando Carvajal Barrios e Henry de Jesus Rangel Silva, ambos oficiais de inteligência venezuelanos do alto escalão; e contra o ex-ministro venezuelano, Ramon Emilio Rodriguez Chacin.
Não há, no momento, confirmação sobre as sanções que serão aplicadas ao país, mas elas deverão envolver o congelamento dos bens dos venezuelanos nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as sanções não estão ligadas à crise diplomática.
Em relação a Carvajal, as investigações começaram meses atrás, com base em documentos encontrados em um laptop apreendido com rebeldes no Equador. Em uma mensagem escrita em 2007, um suposto integrante da alta cúpula das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmaria que Carvajal os ajudaria a “arrumar 20 bazucas”, dizem os Estados Unidos.







