O governo dos Estados Unidos quer financiar os setores de petróleo e energia hidrelétrica no Brasi por meio do Exim Bank e já conversa com a Petrobras sobre o tema, afirmou na terça-feira o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
Segundo ele, a proposta, que está ainda em um estágio inicial, já havia sido feita em recente visita de autoridades do ministério aos EUA e foi repetida durante reunião entre o ministro Edison Lobão e o conselheiro norte-americano de Segurança Nacional, general James Jones.
“O Exim Bank está disposto a investir no Brasil em linhas de financiamento tanto em petróleo como em hidrelétricas”, disse a jornalistas o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, depois de participar da reunião entre Jones e Lobão. Zimmermann ressaltou que os recursos seriam “bem-vindos”, já que a estatal quer aumentar sua capacidade para explorar a camada pré-sal. Ele não revelou, no entanto, detalhes sobre as negociações.
Em abril, a Petrobras obteve US$ 2 bilhões do Exim Bank, instituição do governo americano voltada ao financiamento do comércio exterior. A companhia também já pegou um empréstimo de 10 bilhões de dólares da China.
“Os Estados Unidos também têm o interesse em abrir linhas de crédito. A Petrobras está conversando”, afirmou.
Em coletiva na semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que poderia estender o empréstimo de US$ 2 bilhões para US$ 5 bilhões, mas não deu detalhes.
Camada do pré-sal
No encontro, disse Zimmermann, as autoridades brasileiras fizeram uma apresentação sobre a situação do setor de petróleo no país aos americanos, mas não entraram em detalhes sobre o novo marco regulatório do segmento. Como o tema ainda está em discussão pelo governo, ponderou o secretário, discuti-lo com os EUA seria uma “ingerência” nos assuntos internos do Brasil.
“Foi uma apresentação sobre todo o aspecto, o setor de petróleo no Brasil como está hoje”, comentou, lembrando que o tema de segurança energética é de responsabilidade de Jones, por isso o interesse do general na matéria. “Foi conversado em linhas gerais a estratégia brasileira para a parte energética”.







