O guaraná amazônico aos poucos vem reconquistando o mercado europeu, através de estratégias de melhoras na produção e diversidade de frutos. Depois do baque de ter sido ultrapassado por outros Estados que poderiam ter tomado do Amazonas o status de maior produtor, algumas ações começaram a reposicionar o fruto autenticamente amazônico no mercado. Uma das maiores apostas para essa retomada vem da Agrofrut (Cooperativa Agrofrutífera dos Produtores de Urucará), que comemora a recuperação e planeja metas para 2014.
A cooperativa também se recuperou do baque econômico que atingiu a Europa neste ano, voltando a fazer negócios mais lucrativos. Os 10 anos de trabalho da Agrofrut foram comemorados em 2013 com um aumento no volume das exportações de guaraná para a França, depois de um 2012 fraco, com um reduzido volume de apenas duas toneladas exportadas para a França.
De volta ao mercado
Após a oscilação econômica que freou as exportações para a Europa, a Agrofrut prepara-se para voltar ao mercado, explica o diretor financeiro e comercial, Matheus Garcia “este ano recebemos financiamentos importantes que renovarão nossos maquinários, tornando a produção mais atraente e segura para nossos consumidores. Temos previsões de um aumento de cerca de 20% no volume de exportações, graças a estes investimentos e a estabilização da economia européia.”
Uma das estratégias da cooperativa é trabalhar de forma individualizada “cada consumidor tem um aspecto próprio, que pede um guaraná mais escuro ou com maior teor de cafeína, etc. Procuramos atender estas demandas e nos adequar as exigências de mercado. Ainda iremos investir em outras frutas regionais, como açaí, acerola e cupuaçu, pois os mesmos consumidores do guaraná também praticam este mercado” conta Garcia.
Para adequar-se a estas exigências, a Agrofrut recebeu por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) um financiamento de R$ 50 mil para compra de equipamentos, como câmara frigorífica e um moinho para transformar a semente em pó, “além destes, ainda teremos um outro financiamento do Banco do Brasil na ordem de R$ 1,5 milhão, para renovarmos 79 hectares de cultivos, expandindo a produção,” resume Garcia.
Fechando o ano
As previsões da cooperativa para a safra de 2013 são otimistas “ainda estamos fechando o ano e nossa previsão é de um volume de 70 toneladas, 10% a mais do volume do mesmo período no ano passado, isso apenas de guaraná orgânico. Acreditamos no crescimento e em nosso diferencial em relação aos outros produtores. Não trabalhamos preços, trabalhamos diversidade e qualidade. Outros Estados podem ter melhores preços, mas somos superiores em qualidade, tanto em orgânico quanto convencional, tendo total controle da cadeia produtiva do fruto,” conclui Garcia.
Força das cooperativas
A Agrofrut anunciou também a participação na criação da Central das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Amazonas, conta Garcia “é uma das nossas metas e de todas as outras cooperativas do Estado, tornar forte o cooperativismo que sabemos que é muito importante em outros centros. Ter uma entidade que nos represente, nos torna mais competitivos e unidos.”







