Evento vai discutir sustentabilidade na construção civil no país e AM

Em: 3 de agosto de 2009
Discutir formas sustentáveis para a construção civil no país e no Amazonas. Este é um dos objetivos do 2º Encontro Amazônico de Materiais Verdes
https://www.jcam.com.br/ppart03082009.jpg
Discutir formas sustentáveis para a construção civil no país e no Amazonas. Este é um dos objetivos do 2º Encontro Amazônico de Materiais Verdes

Discutir formas sustentáveis para a construção civil no país e no Amazonas. Este é um dos objetivos do 2º Encontro Amazônico de Materiais Verdes. O evento acontecerá no período de 4 a 7 de agosto na (Faculdade de Tecnologia) da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). O objetivo é reunir engenheiros, professores, estudantes e especialistas da área de enge­nharia civil para debater sobre a utilização, por exemplo, de químicos e compósitos verdes, além do aproveitamento da biodiversidade amazônica e produtos recicláveis.
Durante os três dias, o encontro espera reunir cerca de 300 pessoas, representantes de universidades dos Estados Unidos, Europa e do Brasil, como Ufam, Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), além de pesquisadores das Coordenações dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade de Campinas), que são referência na área.
Segundo o coordenador do encontro e do Programa de Pós-Graduação em Engenha­ria Civil da Ufam, Raimundo Pereira Vasconcelos, a meta é apresentar trabalhos nas áreas de engenharia civil, mecânica, têxtil, nos quais haja a preocupação com o meio ambiente. “Há pesquisas, por exemplo, com fibras de curauá – planta amazônica, no uso pela indústria automotiva e aeronáutica. O mesmo pode ser feito pela engenharia”, observou.
Sobre a importância do evento, o professor explicou que a questão ambiental passou a ser um fator determinante pelo impacto causado sobre o meio ambiente. Ele disse que o seixo usado na fabricação de concreto é um exemplo, pois é extraído dos leitos dos rios. “Causa assoreamento e mudança no curso d’água”, informou, acrescentando que é preciso alternativas para o uso de materiais que causam menos impacto.
De acordo com Vasconcelos, há um projeto que visa o uso de argila calcinado (agregado sintético de argila) na construção civil no lugar do seixo. “Grupos de pesquisa da Ufam comprovaram a eficácia do material”, destacou.
Hoje, segundo o professor, há uma parceria com a empresa Litiara, situada em Itacoatiara, para produção do produto em larga escala. Os investimentos da Fapeam são de cerca de R$ 200 mil. O trabalho está sendo realizado desde o início do ano pelo setor técnico da Ufam, que envolve professores e estudantes de mestrado para tentar fabricar a partir do próximo ano um piloto. Além disso, há outro projeto que desenvolve a cobertura ecológica de telhas a partir de reciclagem de garrafas plásticas PET.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar