Ex-cunhada de PC defende ex-seguranças

Em: 9 de maio de 2013
A ex-cunhada de Paulo César Farias Eônia Pereira Bezerra disse ontem confiar nos ex-seguranças acusados de envolvimento na morte do empresário e da namorada dele, Suzana Marcolino
A ex-cunhada de Paulo César Farias Eônia Pereira Bezerra disse ontem confiar nos ex-seguranças acusados de envolvimento na morte do empresário e da namorada dele, Suzana Marcolino

A ex-cunhada de Paulo César Farias Eônia Pereira Bezerra disse ontem confiar nos ex-seguranças acusados de envolvimento na morte do empresário e da namorada dele, Suzana Marcolino.
Eônia, que durante as investigações prestou depoimento no qual afirmou ver motivação financeira nos crimes, disse que a ex-mulher de PC e sua irmã, Elma Farias, morta em 1994, nunca reclamou dos seguranças e que eles sempre trataram bem Ingrid e Paulo Farias, filhos de Elma e PC.
“Ela, Elma nunca comentou nenhum comportamento que denotasse insegurança tanto dela, quanto do Paulo César. Pode até ter existido, mas nunca chegou ao meu conhecimento”, afirmou Eônia.
A irmã de Elma confirmou diversos trechos do depoimento dado por ela em 1999, durante a investigação do caso pela polícia, inclusive reafirmando não manter um bom relacionamento com Augusto Farias, irmão de PC Farias.
Na época, no depoimento sigiloso à Polícia Civil e ao Ministério Público de Alagoas ela reforçou a suspeita policial de que Augusto teria participação nas mortes de PC Farias e Suzana.
Augusto chegou a ser indiciado, mas o processo foi arquivado no STF (Supremo Tribunal Federal), em 2002, por falta de provas.
Ontem, ela afirmou que o patrimônio de Augusto cresceu “substancialmente” após a morte de Paulo César Farias.
No entanto, a ex-cunhada de PC evitou acusar o irmão do empresário e, no novo depoimento nesta quarta-feira, seguiu a tese de crime passional defendida por Augusto.
“Eu estava na minha residência quando recebo um telefonema da Ingrid, aos gritos: ‘A Suzana matou meu pai e se matou’. Foram as palavras da Ingrid”, afirmou Eônia.
PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na cama, no quarto da casa de praia do empresário, em 23 de junho de 1996. À época, Paulo César tinha 50 anos e Suzana, 28. PC foi tesoureiro de Fernando Collor de Mello.
Eônia foi a primeira das seis testemunhas convocadas pelo juiz para prestar depoimento neste terceiro dia de julgamento.
Assim como as outras pessoas que devem ser ouvidas até o final do dia, ela foi citada pelas testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação.
Após o recesso feito pelo juiz Maurício Breda, a irmã de Suzana Marcolino, Anna Luiza Marcolino, 55, deve ser ouvida. Em entrevista à Folha de S.Paulo desta quarta-feira, Anna Luiza afirmou que a namorada de Paulo César Farias não teria motivo para se matar.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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