Excursão científica pode descobrir novo insetos

Em: 23 de abril de 2010
Os insetos, que nem sempre despertam interesse popular, constituem 60% de todos os organismos conhecidos e, por conta dessa alta diversidade têm um papel fundamental no equilíbrio do planeta
Os insetos, que nem sempre despertam interesse popular, constituem 60% de todos os organismos conhecidos e, por conta dessa alta diversidade têm um papel fundamental no equilíbrio do planeta

Os insetos, que nem sempre despertam interesse popular, constituem 60% de todos os organismos conhecidos e, por conta dessa alta diversidade têm um papel fundamental no equilíbrio do planeta. É esse papel desempenhado no meio ambiente que começará a ser estudado no Amazonas.
Apesar da importância dos insetos na natureza, milhares de espécies estão sendo exterminadas por conta das alterações ambientais, mesmo antes de serem conhecidas. É com o desafio de coletar mais de 100 mil exemplares de insetos que no período de 1º a 21 de junho, um grupo com 20 pesquisadores do Amazonas e de outros Estados brasileiros sairá pelos rios do Alto Rio Negro com esta missão.
Sob a coordenação do pesquisador do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), José Albertino Rafael, os cientistas seguirão pelos rios Padauari, Aracá e Demini, localizados à margem esquerda do rio Negro para fazer coleta de campo do projeto “Amazonas: diversidade de insetos ao longo de suas fronteiras”, realizado com o apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas), por meio do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência Pronex-Fapeam-CNPq. “Esse projeto vai permitir ampliar o conhecimento da diversidade dos insetos da Amazônia”, destacou Rafael.
A expectativa é encontrar inclusive organismos ainda nem descritos. O pesquisador ressaltou que há 100% de certeza em encontrar espécies novas durante a expedição. “A Amazônia, especialmente o Amazonas, ainda tem uma fauna de insetos pouco conhecida. Encontramos regularmente espécies novas em qualquer região do Estado e muito mais quando exploramos as áreas longínquas, ainda inexploradas. Por isso há a participação no projeto de especialistas de diferentes grupos taxonômicos (grupos para ordenar famílias, gêneros e espécies). Para que grande parte do material possa ser identificado e descrito”, frisou.
O projeto tem duração de quatro anos e, até seu término, no final de 2011, está prevista mais uma excursão para chegar às cabeceiras dos rios na fronteira com a Colômbia, na região conhecida como “Cabeça do Cachorro”, próximo a São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros da capital amazonense.
Durante a pesquisa de campo, o grupo vai enfrentar muitos obstáculos, por conta das áreas de difícil acesso e de áreas ainda inexploradas do ponto de vista científico. Segundo Rafael, essas áreas só podem ser investigadas na época de enchente dos rios e, com isso, alcançar pontos mais próximos das fronteiras do Estado do Amazonas com outros Estados brasileiros ou com países vizinhos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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