Exército e BB firmam acordo para as fronteiras

Em: 24 de setembro de 2009
Protocolo de intenções vai levar 14 pontos de atendimento eletrônico do banco a regiões onde o acesso ao crédito e a circulação de dinheiro nacional são limitados
Protocolo de intenções vai levar 14 pontos de atendimento eletrônico do banco a regiões onde o acesso ao crédito e a circulação de dinheiro nacional são limitados

Um protocolo de intenções entre o Banco do Brasil e o exército brasileiro com o objetivo de ampliar a presença na fronteira amazônica, permitindo maior circulação da moeda nacional, foi assinado na manhã da última quinta-feira no Comando da 12ª Região Militar, em Manaus.
De acordo com o documento, o Banco do Brasil vai instalar 14 pontos de atendimentos nos PEFs (Pelotões Especiais de Fronteira). Hoje, a instituição realiza operações em 33 municípios do Amazonas, estando presente fisicamente em 19 deles. As primeiras máquinas devem ser instaladas dentro de um prazo de 40 a 60 dias. Segundo o superintendente estadual do Banco do Brasil, Rui Saturnino, cerca de 60 mil agricultores familiares serão beneficiados com o acordo.
Por ora, está prevista a liberação de R$ 12 milhões em empréstimos para esses produtores rurais. Saturnino informou ter a capacidade operacional de crédito em torno de R$ 120 bilhões. “Esse projeto é a ponta do iceberg. É somente o começo de muitos outros que virão. Se precisar de mais investimento, o BB está apto a fazê-lo”, disse o superintendente.
De acordo com ele, o ingresso do exército na estratégia de DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) – uma das intenções do protocolo – irá gerar sinergia para os 60 planos de negócios já em execução pelo banco e demais parceiros, envolvendo 15 mil famílias em 32 municípios do Estado com um montante de R$ 170 milhões em recursos projetados.
Na ocasião, o superintendente falou que esse projeto só é possível porque o exército está oferecendo infraestrutura e logística necessária. Nas fronteiras amazônicas, que somam 11 mil quilômetros, na maioria dos locais praticamente todos os negócios são feitos por meio do escambo entre o banco e o exército.
Com a chegada desses pontos de atendimento eletrônico e o acesso mais fácil ao crédito, será possível fortalecer a economia dessas comunidades. “Teremos a possibilidade de circular recursos e também evitar a circulação de moeda estrangeira. Trata-se de uma iniciativa corajosa por parte da instituição – investir em locais que não trarão retorno financeiro de imediato. Porém, o Banco do Brasil ganha no sentido operacional”, declarou o comandante da 12ª região militar, Marco Aurélio Costa Vieira.
Dentro do projeto de DRS serão contratados 34 sargentos agrários, técnicos agropecuários e florestais para dar assistência técnica aos pequenos agricultores. Esses profissionais terão treinamento do banco para receber propostas do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) dos pequenos agricultores.
O comandante enfatizou as dificuldades encontradas pelas comunidades na fronteira amazônica para o desenvolvimento, sendo a inexistência de circulação de moeda vigente a principal. Os postos de atendimento, de acordo com o exército, irão atender as comunidades e militares.
“A circulação do dinheiro ajuda no fomento da produção”, ressaltou o general Costa Vieira. O acordo tem duração de cinco anos, contando a partir da data de assinatura do documento. Também estiveram presentes na cerimônia a diretora de desenvolvimento sustentável do banco, Izabela Campos, o superintendente da Polícia Federal do Amazonas, Sérgio Fontes, e o comandante militar da Amazônia, General Luis Cláudio Mattos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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