Exigências da Aneel inviabilizam cooperativas de energia elétrica

Em: 13 de janeiro de 2010
Levar energia elétrica para a área rural sempre foi um desafio no Brasil, país de grandes dimensões territoriais. Até pouco, mais de três décadas atrás, o alto investimento e a baixa demanda desestimulavam as empresas concessionárias de energia
Levar energia elétrica para a área rural sempre foi um desafio no Brasil, país de grandes dimensões territoriais. Até pouco, mais de três décadas atrás, o alto investimento e a baixa demanda desestimulavam as empresas concessionárias de energia

Levar energia elétrica para a área rural sempre foi um desafio no Brasil, país de grandes dimensões territoriais. Até pouco, mais de três décadas atrás, o alto investimento e a baixa demanda desestimulavam as empresas concessionárias de energia. Para suprir essa lacuna, muitos produtores rurais se organizaram em cooperativas e estruturaram sistemas de distribuição de energia elétrica nos lugares onde estavam instalados.
Com a privatização das empresas de energia e a criação em 1996 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), para fiscalizar e regular a atuação das concessionárias, a situação dessas cooperativas só tem se complicado. Foram chamadas a assinar com a Aneel um contrato de adequação como permissionárias de serviço público. Para isso, tiveram de se submeter a uma série de normas, entre elas o enquadramento ao Sincoor (Sistema Computacional Simplificado para Coleta de Dados e Simulação de Tarifas para Cooperativas Permissionárias). Esse sistema define o valor da tarifa a ser cobrado pela cooperativa para garantir seu equilíbrio econômico-financeiro.
“As novas regras a que temos que nos submeter por determinação da Aneel são rígidas e onerosas e não refletem a realidade de algumas cooperativas. Se formos nos enquadrar a tudo o que determina a Aneel, teríamos de praticar uma tarifa 28,5% mais cara do que a cobrada pelas concessionárias. Isso porque estão embutidas nessa tarifa obrigações que inviabilizam o negócio e não refletem nosso dia a dia. São exigências que fazem sentido para grandes concessionárias que atendem a milhões de clientes, não para cooperativas como a nossa, que tem entre cooperados e usuários 2,5 mil beneficiados”, afirmou o presidente da Cervam, Henrique Ribaldo Filho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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