Expansão da Ásia corre risco de se contaminar por crise na Grécia

Em: 13 de maio de 2010
Continente puxa recuperação global, mas ainda pode ser afetado
Continente puxa recuperação global, mas ainda pode ser afetado

As economias asiáticas estão guiando a recuperação global, mas as crescentes preocupações sobre os problemas nas dívidas soberanas em países desenvolvidos representam uma ameaça à estabilidade na região, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira.
“Um ano após a mais profunda recessão na história recente, a Ásia está liderando a recuperação global”, disse Anoop Singh, diretor do Departamento de Ásia e Pacífico do FMI, ao apresentar a previsão regional do Fundo para a Ásia e o Pacífico em Nova Délhi, de acordo com comentários preparados para a ocasião.
A economia da região como um todo deve crescer 7,1% neste ano e no próximo, com uma previsão de que os países emergentes da Ásia cresçam 8,5% em 2010 e 8,4% em 2011. A maioria das previsões para os países individualmente já havia sido divulgada em abril, como parte do relatório Perspectiva Econômica Global (World Economic Outlook) do FMI.
O risco mais imediato para o crescimento regional é a possibilidade de contágio pela crise da dívida da Grécia, diz o relatório. Enquanto as preocupações com os países periféricos da zona do euro não atingiram os fluxos de capital na Ásia, “o aumento global na aversão ao risco e as renovadas pressões para desalavancagem podem gerar riscos particulares para empresas e bancos asiáticos”, diz o documento.
Outros riscos incluem a fragilidade da economia global e a dependência da Ásia de demandas externas, o FMI afirmou.
O desafio para os responsáveis pelas políticas monetárias vai ser achar o momento e o ritmo ideal para normalizar as políticas monetárias e fiscais.
Com poucos países asiáticos enfrentando problemas de gerenciar os níveis de dívida, os estímulos fiscais podem ser mantidos, disse o FMI. Mas o relatório enfatizou a importância de a região se encaminhar para uma postura mais neutra no médio prazo, em parte para evitar possíveis reflexos de problemas de dívidas em outros países.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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