Expansão do rebanho noMT é esperada

Em: 31 de março de 2008
O IBGE assinala que, com 205,9 milhões de cabeças, o rebanho bovino brasileiro é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para a Índia. Deste total, mais de 26 milhões estão em Mato Grosso
O IBGE assinala que, com 205,9 milhões de cabeças, o rebanho bovino brasileiro é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para a Índia. Deste total, mais de 26 milhões estão em Mato Grosso

Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do país e pode ter a produ­tividade de carne e leite aumentada em até 30%, num curto prazo, com ajuda da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A pedido do governo do Estado, a empresa vai desenvolver programa de transferência de tecnologia para aumentar a eficiência das propriedades, podendo em apenas dois anos resultar em adicional de 500 mil toneladas só na oferta de carne bovina, por exemplo, sem a necessidade de abertura de novas áreas.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) assinala que, com 205,9 milhões de cabeças, o rebanho bovino brasileiro é o segundo maior do mundo, perdendo apenas para a Índia. Deste total, mais de 26 milhões estão em Mato Grosso, que lidera entre os Estados. No entanto, diagnóstico feito por universidades e organizações de produtores mato-grossenses apontam para um prejuízo para o Estado de mais de R$ 1 bilhão anuais, que é o custo da ineficiência detectada no estudo.
O gerente-geral José Roberto Rodrigues Peres, da Embrapa Transferência de Tecnologia, unidade que vai coordenar a participação da empresa no programa, os levantamentos indicam que há no Estado cerca de 4,5 milhões de matrizes improdutivas, sendo que cada vaca vazia (no pasto custa R$ 240 por ano. Conforme diagnóstico feito pelo Programa de Desenvolvimento Regional do governo de Mato Grosso pelo menos 4 milhões de hectares de pastagens estão deixando de agregar renda ao produtor.
Para mudar esse quadro, Peres explica que o programa de transferência de tecnologia será focado na gestão da propriedade, recuperação de pastagens e no manejo do rebanho, pontos em que foram encontrados os principais gargalos. Com capacitação técnica, estratégias de intervenção nas fazendas com monitoramento e avaliação do grau de adoção de tecnologias a Embrapa espera aumentar a eficiência das propriedades.
“Esse trabalho deverá aumentar a oferta de leite e de carne no Estado e promover a verticalização da produção, reduzindo a pressão por novas áreas”, destacou o gerente, em referência à preocupação com a sustentabilidade sócio-ambiental presente no programa.
O sistema de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), desenvolvido pela Embrapa e parceiros, também será alternativa para recuperação de pastagens. A Fapemat (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso) vai destinar R$ 100 mil para a primeira etapa do programa, que deverá unir a pesquisa, a extensão rural e o setor produtivo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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