Exportação pelo modal marítimo cai 24,5% no primeiro trimestre

Em: 18 de abril de 2008
No trimestre , as vendas para o exterior alcançaram pouco mais de US$ 143 milhões FOB (Free On Board), volume 75,5% menor em relação a igual período de 2007, um total de US$ 585 milhões FOB.
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No trimestre , as vendas para o exterior alcançaram pouco mais de US$ 143 milhões FOB (Free On Board), volume 75,5% menor em relação a igual período de 2007, um total de US$ 585 milhões FOB.

Os setores fabris de duas rodas e eletroeletrônicos foram os mais exportadores por meio do modal marítimo no primeiro trimestre. Apesar da estabilidade econômica, a soma do valor dos produtos exportados no acumulado do trimestre alcançou pouco mais de US$ 143 milhões FOB (Free On Board), volume 75,5% menor que o observado em igual período de 2007, quando as vendas fecharam em US$ 585 milhões FOB.
Os insumos destinados à produção desses mesmos setores, além dos componentes para aparelhos de telefonia móvel, pegaram carona na desvalorização cambial e responderam juntos por praticamente 75% do total de compras do exterior, cujo volume atingiu no trimestre, segundo a Alfândega do Porto de Manaus, US$ 1.803 bilhão FOB, crescimento de praticamente 55% se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a modalidade atingiu US$ 1.164 bilhão FOB.
O diretor executivo da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Moacyr Alberto Paes, avaliou que os números da Alfândega demonstram o crescimento do setor de duas rodas no segmento de transportes do mercado brasileiro, já que no acumulado do ano o setor registrou um incremento de 23,7% na produção sobre os primeiros três meses do ano passado.
O volume de motocicletas produzido para o mercado interno e mundial (540.202 unidades) no primeiro trimestre foi apontado pelo diretor como um dos fatores responsáveis pela participação do setor no ranking da balança comercial do Amazonas. “Os resultados apresentados no primeiro trimestre de 2008 podem até mesmo assinalar a superação dos prognósticos iniciais de crescimento projetados pela Abraciclo no ano passado. A perspectiva de crescer acima dos 12% previstos pode vir a se tornar realidade”, afirmou o executivo.
O gerente-geral da Kasinski, Luiz Abad, confirmou os números de crescimento do setor, afirmando que o foco da empresa em aumentar o número de vendas neste ano já pôde ser percebido no primeiro trimestre, período no qual se registrou crescimento de 61% nas vendas em relação ao mesmo intervalo de 2007. Segundo o empresário, de janeiro a março deste ano, a fábrica atingiu o recorde de 3.216 unidades, volume 63,4% superior às 1.967 motocicletas produzidas no mesmo período do ano passado. “O ano tem apresentado os resultados esperados por nós. Nossas motocicletas foram sucessos de vendas, como já era previsto com a chegada dos modelos Way 125, Seta 150 e Comet GT R”, comemorou Abad.

Justificativas
apresentadas
O presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, avaliou que a manutenção de um saldo positivo na balança comercial dependerá mais da competitividade das indústrias locais que necessariamente do câmbio. O executivo destacou ainda que, apesar da nova política industrial implementada pelo governo ter consolidado o aumento da competitividade do setor eletroeletrônico no país, ainda existem outros problemas que interferem em melhores resultados para a economia amazonense. “Um exemplo disso são as repetidas greves que atrapalham a chegada de matéria-prima que serviria à indústria local”, finalizou.
A inspetora chefe da Alfândega do Porto de Manaus, Maria Elísia Andrade, apontou acréscimo na arrecadação de 128,8% nos três primeiros meses deste ano em relação ao comparado com o mesmo período de 2007, o que resultou num salto de R$ 106,775 milhões para R$ 244,38 milhões neste ano.
“Esse aumento significativo se deve ao incremento de importações com recolhimento integral de tributos do comércio exterior (imposto de importação e do imposto sobre produtos industrializados), cujo aumento foi de 64,69%, além do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que alcançou 260,4% no período”, explicou a inspetora.
Em relação à participação da Alfândega de Manaus na arrecadação total do Norte, Maria Elísia explicou que atualmente ela representa 6,57%, atrás apenas das Delegacias da Receita Federal

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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