Exportações do AM tem queda de 25,84%

Em: 9 de setembro de 2016

O volume de exportação dos produtos amazonenses apresentou redução de 25,84% no período de janeiro a agosto deste ano, em comparação a igual período de 2015, segundo dados da Secex. Nos oito primeiros meses deste ano o Estado exportou US$ 389,2 milhões contra US$ 524,9 do mesmo período ano passado.
Nos sete primeiros meses do ano o índice negativo foi de 23,92%. Entre os cinco principais países compradores do Estado, somente a Colômbia e a China apresentaram números positivos.
Em agosto o Amazonas teve maior queda nas comercializações com a Argentina, com saldo negativo de 21,80%. Enquanto nos sete primeiros meses de 2016 a variação foi de 12,83%. Segundo os empresários, a redução foi motivada pelas barreiras comerciais impostas pelo governo argentino. O governo brasileiro deve se reunir nos próximos dias com os representantes vizinhos para tentar revitalizar as negociações internacionais.
Na avaliação do gerente executivo do CIN-AM (Centro Internacional de Negócios) departamento da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), José Marcelo Lima, as recentes medidas econômicas adotadas pelo novo governo argentino têm dificultado as comercializações tanto com o Brasil como com os demais países. Logo, os resultados negativos refletem nos números das exportações amazonenses.
Segundo Lima, somado aos entraves ligados às relações comerciais, está a redução na demanda do comércio argentino. O Amazonas envia produtos eletroeletrônicos e também do segmento de duas rodas para o país vizinho.
“O governo argentino está adotando uma série de medidas com o intuito de fomentar as exportações argentinas. Porém, estão impondo barreiras para que as importações aconteçam. Há uma série de restrições quanto a cobrança de tributos. Houve queda nas exportações e o Amazonas sofreu o reflexo. Isso está aliado à redução na demanda pelos produtos que exportamos para a Argentina”, explicou.
Com a Argentina, de janeiro a agosto deste ano o Amazonas faturou US$80,6 milhões com redução de 21,8% nas exportações. Enquanto de janeiro a julho de 2016 o Estado contabilizou US$72,1 milhões com variação negativa de 12,83%. Em comparação aos oito primeiros meses de 2015, o faturamento do Estado foi de US$103,1 milhões com crescimento de 19,65%. “Recebemos um comunicado da CNI (Confederação Nacional da Indústria) informando que uma comitiva do Brasil vai à Argentina para discutir sobre os acordos comerciais na tentativa de revitalizar as negociações estrangeiras”, informou Lima.
A Colômbia teve o terceiro melhor desempenho no volume importado do Amazonas. Até o mês de agosto os colombianos compraram US$64 milhões. No mesmo período de 2015 o faturamento foi de US$52,4 milhões. A variação foi de 22,09%. Conforme o gerente do CIN, o mercado colombiano está reaquecendo e apresenta uma economia estável, o que favorece as comercializações com o Amazonas. “A valorização da moeda e a economia em crescimento resulta no aumento do volume de negócios exportados e importados. A questão do cessar-fogo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deve impactar positivamente ainda mais até o final deste ano”, disse Lima. A Colômbia compra concentrados para o preparo de bebidas e material eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Manaus).
O Amazonas ainda exportou US$24,8 milhões à China até o último mês, com uma variação positiva de 144,23%. Em igual período de 2015 o faturamento foi de US$10,1 milhões.

Importações menores acompanham o PIM

Devido à menor produção do PIM, o Estado também está importando menos. Países como China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Taiwan, Japão, dentre outros, apresentaram menores índices de compra do Amazonas. Houve exceção para o Uruguai, a Arábia Saudita e o Peru.
Na avaliação do conselheiro do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Marcus Evangelista, a menor importação está relacionada à menor produção do polo industrial.
“O PIM ainda sofre o efeito crise econômica com a menor produção e demissão em massa. Logo, a tendência foi reduzir o volume produzido e diminuir as compras de insumos importados utilizados para a fabricação. Com certeza, os países que tiveram índices positivos na importação não estão ligados à atividade industrial”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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