Exportações do Amazonas encolhem 6%

Em: 14 de setembro de 2010
Segundo dados divulgados ontem, 13, pela Secex (Secretária de Comércio Exterior) do Mdic, o Estado faturou US$ 105.57 milhões, valor 6% abaixo se compararmos ao mês anterior, quando foi registrado o valor recorde do ano
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Segundo dados divulgados ontem, 13, pela Secex (Secretária de Comércio Exterior) do Mdic, o Estado faturou US$ 105.57 milhões, valor 6% abaixo se compararmos ao mês anterior, quando foi registrado o valor recorde do ano

O Amazonas registrou queda no total de exportações de agosto. Segundo dados divulgados ontem, 13, pela Secex (Secretária de Comércio Exterior) do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o Estado faturou US$ 105.57 milhões, valor 6% abaixo se compararmos ao mês anterior, quando foi registrado o valor recorde no ano, de US$ 112.20 milhões.
Na avaliação do economista Rodemark Castelo Branco, o principal fator que influenciou a queda do desempenho das vendas do Amazonas foi a entrada mais forte de produtos chineses nos mercados da América do Sul, principais clientes do Estado. “A China tem aumentado a participação na América Latina e como consequência o Brasil está perdendo esse espaço”, explicou.
Como reflexo da concorrência chinesa, as maiores baixas nas exportações foram registradas na Argentina, Peru e México. Esses países gastaram menos com manufaturados do Amazonas na comparação com julho. Os argentinos compraram US$ 37.10 milhões, cifra 13,53% inferior a de julho (US$ 47.91 milhões). Peru e México tiveram poucas reduções. Os peruanos desembolsaram cerca de US$ 4.7 milhões e os mexicanos US$ 4,5 milhões.
Entre os itens mais exportados em agosto, os celulares ainda dominam o primeiro lugar da lista, com US$ 39.51 milhões, ou pouco mais de 650 mil aparelhos “made in Amazonas”. Apesar da liderança, em julho foram vendidos para os demais países 700 mil celulares, totalizando US$ 44.33 milhões. No acumulado dos oito primeiros meses de 2010, as vendas dos dispositivos móveis são responsáveis por 34,76% da fatia de tudo que foi exportado do Estado (US$ 265.07 milhões). Em comparação a 2009 (US$ 177.23 milhões), as vendas dos celulares estão com um crescimento de 49,56%.
Já a corrente de comércio, o resultado da soma das exportações com as importações, ainda está em alta. O Amazonas fechou agosto com US$ 1.26 bilhão, um aumento de 4% em relação ao mês anterior (US$ 1.22 bilhão). Ao que tudo indica, o Estado fechará o ano com uma corrente positiva. Devido ao cenário de pós-crise em 2009, que obrigou indústrias e países a comprarem menos, a corrente encerrou com US$ 7.8 bilhões. Neste ano, o Amazonas já superou a marca obtida em 2009 e acumula US$ 7.9 bilhões.

Importações em alta

As empresas amazonenses importaram mais dos mercados orientais como China, Coreia do Sul e Japão em agosto. O Amazonas comprou quase US$ 1.8 bilhão, entre insumos e produtos acabados, cerca de US$ 336.44 milhões vieram da China. Coreia do Sul (US$ 224.82 milhões) e Japão (US$ 127,22 milhões) vieram logo atrás na lista de fornecedores do Estado.
A ilha de Taiwan teve queda de vendas para a região em comparação a julho. No mês anterior vieram de lá 402 milhões de mercadorias, ou US$ 73.43 milhões. Em agosto, esse número caiu para US$ 68.26 milhões – 29 milhões de produtos a menos. Outro país que registrou poucas vendas para o Amazonas foram os EUA, com US$ 66.30 milhões em agosto, contra US$ 100.47 milhões em julho.
Na pauta de importações do Amazonas, despontam como principais produtos componentes e materiais para montagem de aparelhos de telecomunicação (televisão, receptores e rádio, por exemplo). O PIM (Polo Industrial de Manaus) já gastou até agosto US$ 1.65 bilhões, o que pesou 23,2% do total das importações do período. No acumulado do ano, o volume de importações está em US$ 7.13 bilhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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