Com cerca de R$ 400 milhões à disposição, fruto dos primeiros repasses feitos pela Noruega (no total, o país promete liberar US$ 1 bilhão até 2015), o Fundo Amazônia esbarra na falta de projetos bem estruturados de prefeituras, governos estaduais, empresas e entidades da sociedade civil. Até agora, cinco projetos foram aprovados, no valor de R$ 70,3 milhões -os desembolsos ocorrerão ao longo dos próximos anos. A informação foi veiculada na semana passada no jornal “Folha de São Paulo”.
“Os doadores reclamam da baixa capacidade de execução”, disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao participar do lançamento do livro “Amazônia em Debate: Oportunidades, Desafios e Soluções”, editado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Segundo ele, o assunto foi discutido ma quinta-feira, 25, com o presidente do banco, Luciano Coutinho.
O BNDES é o gestor do fundo e responde pela captação dos recursos e pela seleção e acompanhamento de projetos. Podem ser contempladas iniciativas que colaborem para prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento ou que promovam uso sustentável da floresta. Os recursos não são reembolsados ao banco nem aos doadores -por enquanto, a Noruega é o único contribuidor.
De acordo com Minc, na reunião ficou acertado um esforço conjunto para melhorar a qualidade dos projetos apresentados ao banco. O objetivo, segundo o ministro, é agilizar o processo sem perder rigor.
“Projetos financeiros existem desde que o mundo é mundo. Projetos ambientais estão sendo construídos agora, a quatro mãos”, disse o superintendente da área de meio ambiente do BNDES, Sérgio Weguelin.
Segundo ele, os cinco projetos já aprovados resultaram em ações em grandes territórios da Amazônia. Um deles, de iniciativa do terceiro setor, paga R$ 50 a 7.000 famílias do Amazonas que recebem capacitação para desenvolver atividades sustentáveis, como coleta e beneficiamento da castanha.
Além dos projetos aprovados, há outros oito já enquadrados, ou seja, em fase final de análise. Nesta semana, serão mais quatro. Juntos, totalizam cerca de R$ 100 milhões. Na carteira do fundo há 53 propostas para análise.
Weguelin disse que o BNDES iniciou negociações com 12 países da Europa e da Ásia para tentar angariar recursos para o Fundo Amazônia. Além desses, há conversas com a Alemanha.
Sem dar detalhes, Minc anunciou que, até o fim do primeiro semestre, será criado o Fundo Cerrado.
Faltam projetos para o Fundo Amazônia
Em: 30 de março de 2010
Até agora, foram aprovados cinco projetos de R$ 70,3 milhões. Fundo conta com R$ 400milhões
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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