FAT vai liberar R$ 200 milhões para setor de turismo

Em: 28 de março de 2010
As micro e pequenas empresas do setor de bares e restaurantes cadastradas no Ministério do Turismo (MTur) terão R$ 200 milhões do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento de capital de giro
As micro e pequenas empresas do setor de bares e restaurantes cadastradas no Ministério do Turismo (MTur) terão R$ 200 milhões do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento de capital de giro

As micro e pequenas empresas do setor de bares e restaurantes cadastradas no Ministério do Turismo (MTur) terão R$ 200 milhões do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamento de capital de giro. O recurso foi autorizado, nesta quinta-feira, (25), em Brasília (DF), durante reunião ordinária do CODEFAT – Conselho Deliberativo do FAT . O recurso integrará a linha FAT Giro Setorial Turismo, que já beneficiou, em seis meses de operação, 328 empresas do setor com R$ 65,7 milhões.
”Nos próximos anos, viveremos a década de ouro do turismo brasileiro com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. As oportunidades e responsabilidades são extraordinárias. Os desafios também são grandes. Precisamos dar condições ao empresariado para aumentar a competitividade e a qualidade do turismo brasileiro. A oferta de recursos do FAT é essencial para isso”, destacou o secretário-executivo do MTur, Mário Moysés, durante a reunião.
Moysés ressaltou também a importância da oferta de crédito pelo governo federal para a superação da crise financeira internacional e seu impacto positivo na geração de empregos nos primeiros meses do ano. Os recursos do FAT Giro Setorial Turismo, ao propiciar capital de giro isolado, possibilitarão a renovação dos equipamentos e das instalações dos estabelecimentos, a melhoria da capacidade gerencial, bem como ações de capacitação profissional e qualificação de mão-de-obra.
Hoje, o setor de bares e restaurantes é caracterizado pela dificuldade de giro, uma vez que 80% dos pagamentos são realizados com cartões de créditos e os proprietários recebem depois de cerca de 40 dias. Para ter acesso ao crédito, as empresas precisam estar cadastradas no sistema de cadastro de prestadores de serviços turísticos do MTur, o Cadastur (www.cadastur.turismo.gov.br); fazer parte do setor de restaurantes ou ser estabelecimento de serviço de alimentação e bebidas enquadrado na Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE 2.0, Classe 5611-02).
A expectativa é que, nos próximos meses, o detalhamento das normas operacionais da nova etapa da linha – prazos, juros e tetos financiáveis – seja apresentado por instituição financeira oficial federal e aprovado pelo CODEFAT. Durante a reunião foi apresentado, ainda, vídeo com balanço e depoimentos da primeira etapa do FAT Giro Setorial Turismo, lançado ano passado. Na ocasião, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, elogiou a iniciativa e o resultado do emprego dos recursos do FAT. “Temos a chance de mostrar à população onde o seu dinheiro está sendo investido”, enfatizou.
Para o gerente da Casa Valduga, Daniel Balestrin, em Bento Gonçalves (RS), empresa beneficiada na primeira etapa de operação da linha, o prazo do financiamento foi um grande atrativo. “O prazo significativo permitiu diluir o valor do financiamento para que a empresa pudesse conseguir retorno”, ressaltou o gerente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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