Faturamento cresce em setembro, com expansão de 10,2%

Em: 5 de novembro de 2008
Entre janeiro e setembro, houve uma expansão de 8%. O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o patamar recorde de 84,4%, o maior da série da Confederação Nacional da Indústria. No mês anterior, estava em 83,7% (dados sem ajuste)
Entre janeiro e setembro, houve uma expansão de 8%. O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o patamar recorde de 84,4%, o maior da série da Confederação Nacional da Indústria. No mês anterior, estava em 83,7% (dados sem ajuste)

O faturamento da indústria brasileira voltou a crescer em setembro, depois da queda registrada em agosto. Segundo a pesquisa mensal do setor realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o faturamento cresceu 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e 2% entre agosto e setembro (dado dessazonalizado, que não considera fatores específicos do período). O dado mensal sem o ajuste sazonal apontou expansão de 5,2% em relação a agosto.
Entre janeiro e setembro, houve uma expansão de 8%. O uso da capacidade instalada da indústria alcançou o patamar recorde de 84,4%, o maior da série da Confederação Nacional da Indústria. No mês anterior, estava em 83,7% (dados sem ajuste). Com o ajuste, o indicador subiu de 83% para 83,3%.
O emprego na indústria cresceu 1,1% (dado sem ajuste) em relação a agosto e 4,3% na comparação anual. No ano, houve avanço de 4,4%. O emprego na indústria vem crescendo a 30 meses consecutivos.
As horas trabalhadas na indústria subiram 1,6% em relação a agosto e 9,6% na comparação com o ano passado. Em nove meses, houve avanço de 6,1%. Já a massa salarial subiu 3% no mês e 7,1% em relação a setembro de 2007. No ano, o aumento foi de 5,3%.

Efeitos da crise

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que os dados de setembro ainda não refletem os efeitos da piora na crise internacional no setor industrial brasileiro, o que deve aparecer nos dados somente em 2009.
A tendência é a mesma apontada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) na semana passada.
“Como setembro foi muito forte, é possível que em outubro tenha até uma pequena acomodação. Mas eu não acredito que nós já iremos sentir nos próximos meses, com mais clareza, essa mudança desse cenário”, afirmou.
Flávio Castelo Branco afirmou também que o nível alto no uso da capacidade instalada não deve pressionar os preços, ainda mais diante desse quadro de possível desaceleração econômica.
“Em função da mudança de quadro, nós temos de nos preocupar menos ainda com o uso da capacidade nos próximos meses”, disse o economista.

Alta na produção

O IBGE revelou ontem ainda que a produção industrial industrial cresce 1,7% em setembro ante mês anterior e 6,5% sobre 2007. De acordo com o instituto de pesquisa, houve alta na produção em 20 dos 27 ramos pesquisados em setembro, na comparação com o mês anterior. Em agosto, o IBGE havia detectado uma retração de 1,2%.
Na comparação com setembro do ano passado, o crescimento foi de 9,8%, o que configura um quadro de 27 altas consecutivas neste dado comparativo.
No ano, a indústria tem incremento de 6,5%, em relação ao verificado de janeiro a setembro de 2007. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem crescimento de 6,8%.

Ampliação de prazo para recolher impostos

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, voltou a defender a mudança no prazo de recolhimento dos impostos federais para ajudar as empresas durante a crise financeira internacional.
A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, disse ontem que deve entregar ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, o estudo que avalia o impacto no caixa do Tesouro da ampliação de prazos para o recolhimento de impostos das empresas.
A idéia é permitir, por exemplo, que as empresas que pagam o IPI no dia 20 de cada mês possam fazê-lo no dia 30, e assim ter mais capital de giro ao longo do mês. O objetivo seria casar os prazos de pagamento de impostos com a data de recebimento das vendas pela indústria. Com isso elas teriam um reforço no caixa para compensar a dificuldade em obter crédito.
O prazo médio de pagamento de tributos é hoje de 30 dias. A CNI já havia sugerido ao governo que esse prazo passe para 60 dias, durante um período de seis meses, a partir do próximo ano. “Na Europa se recolhe o IVA a cada três meses. Aqui o recolhimento é mensal”, disse.
O economista citou impostos como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/Cofins e as contribuições previdenciárias como aqueles que poderiam ter seu prazo de recolhimento estendido.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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