Faturamento cresce menos em maio

Em: 3 de julho de 2008
O faturamento do setor cresceu 5,3% em relação a maio do ano passado, menos da metade do crescimento registrado em abril na mesma comparação (11,5%).
O faturamento do setor cresceu 5,3% em relação a maio do ano passado, menos da metade do crescimento registrado em abril na mesma comparação (11,5%).

A indústria brasileira mostrou desaceleração no mês de maio, de acordo com a pesquisa mensal da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O faturamento do setor cresceu 5,3% em relação a maio do ano passado, menos da metade do crescimento registrado em abril na mesma comparação (11,5%). Esse é o segundo resultado mais fraco em 2008, atrás apenas do 1,8% de avanço registrado em março. “Estamos em um novo cenário. Existe um processo de rompimento com o que aconteceu em 2007 e no primeiro trimestre de 2008. A atividade industrial perdeu intensidade”, disse o economista da CNI Paulo Mol.
No acumulado do ano, a taxa passou de um crescimento de 8,6% até abril para 7,9% até maio. A CNI estima que esse percentual vai continuar recuando no segundo semestre, mas não quis fazer uma previsão. Mol atribui os resultados mais fracos ao aumento dos juros, ao comprometimento maior da renda do trabalhador devido à alta da inflação e crescimento menor do crédito.
O desempenho do setor exportador, que representa cerca de 25% do faturamento da indústria como um todo, está sendo limitado pela valorização do real frente ao dólar. “A taxa de câmbio ao longo de 2008 está no maior nível de valorização em uma década. Isso tem impacto significativo sobre o faturamento das empresas exportadoras, o que afeta a indústria como um todo”, diz o economista.
Em relação à comparação entre maio e abril deste ano, a indústria registrou crescimento de 1,1% no faturamento, depois de dois meses de queda. Mesmo assim, a CNI não vê isso como sinal de aceleração.
“Em maio, houve uma devolução da queda dos dois meses anteriores, mas não conseguimos recuperar o pico registrado em fevereiro (crescimento de 2%)”, diz o economista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar