O faturamento das pequenas lojas virtuais cresceu 27,6% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Nuvemshop com dados das lojas ativas em sua base brasileira. Entre os microempreendedores da plataforma, a alta foi menor, de 18,7%.
Nos dois grupos, o crescimento veio mais do valor de cada compra do que do número de pedidos. Nas pequenas lojas, os pedidos aumentaram 11,4%, enquanto o ticket médio subiu 14,5%, de R$ 281,71 para R$ 322,68, e o volume de produtos vendidos avançou 29,1%.
Entre os microempreendedores, os pedidos cresceram 8,5%, e o ticket médio, 9,4%, passando de R$ 276,46 para R$ 302,48.
“Os dados mostram que o comércio digital segue abrindo espaço para pequenos negócios, mas também revelam realidades diferentes dentro desse grupo. Para os microempreendedores, por exemplo, o ticket médio aumentou enquanto o volume de produtos vendidos ficou estável”, afirma Alejandro Vázquez, presidente e cofundador da Nuvemshop. Segundo ele, acompanhar esses indicadores ajuda o empreendedor a avaliar suas estratégias de preço, divulgação e relacionamento com os clientes.
Celular e automação
O celular concentra a maior parte do tráfego das pequenas lojas virtuais e dos microempreendedores: em setembro, 71% das sessões registradas nos dois grupos vieram de dispositivos móveis, contra 25% do desktop.
Apesar do avanço das vendas, as ferramentas de automação de marketing ainda são pouco adotadas na base analisada: apenas 4,5% das pequenas lojas e 1,4% dos microempreendedores tinham alguma ferramenta do tipo ativa.
“A automação pode ajudar o pequeno negócio a organizar ações de marketing e manter contato com clientes. Mas os dados mostram que essa tecnologia ainda é pouco usada entre as lojas que analisamos. É importante entender quais são as barreiras para a adoção e como essas ferramentas podem ser aplicadas à rotina de empresas menores”, diz Vázquez.















