Faturamento do PIM aumenta 37,78% no mês

Em: 9 de dezembro de 2010
O faturamento de outubro alcançou o maior resultado desde 2005. Para o final do ano, a expectativa é recorde
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O faturamento de outubro alcançou o maior resultado desde 2005. Para o final do ano, a expectativa é recorde

Faltando apenas 22 dias para o fim do ano, o PIM (Polo Industrial de Manaus) já pode comemorar o presente de Natal. Até novembro, de acordo com dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o faturamento das indústrias da ZFM (Zona Franca de Manaus) foi de US$ 28.41 bilhões, número 37,78% superior ao de igual período de 2009 (US$ 20.62 bilhões) e 7,37% maior que o resultado de 2008 (US$ 26.46 bilhões).
A partir deste resultado, fica faltando apenas US$ 1.59 bilhão para cumprir a expectativa dos representantes das indústrias, o saldo de US$ 30 bilhões.
Mas enquanto o ano não termina, outro presente foi entregue. Com US$ 3.54 bilhões em outubro, o polo alcançou o maior resultado de faturamento desde 2005, de acordo com os dados disponibilizados pela Suframa.
O valor está 16,83% a frente do obtido em igual período de 2009 (US$ 3.03 bilhões) e 39,37% ao atingido em 2008 (US$ 2.54 bilhões).
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Carlos Silva, fala que apesar do grande faturamento, a lucratividade das indústrias foi levemente menor que a planejada, em virtude das quedas de energia, dos problemas com a Infraero, entre outros. “Todo e qualquer custo impacta no lucro. Entretanto, isto não quer dizer que o saldo de 2010 não tem sido positivo.”, destacou.
Outros polos com menor representatividade se destacaram, em especial o Polo Mecânico (fatia de 4,04%) que, pela primeira vez desde 2005, chegou a faixa do bilhão. Com US$ 1.15 bilhão, o setor já ultrapassa em 74,95% o saldo do ano anterior que, apesar da crise, foi o que apresentou maior valor.
Segundo o presidente do SINMEN (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Félix, os dados já eram esperados, devido a recuperação do Polo de Duas Rodas.
Este segmento tem se restabelecido desde outubro do ano passado, quando apresentou valores mais altos que o de igual período de 2008. No décimo mês de 2010 ele também alcançou saldos maiores quando confrontado aos mesmos meses dos demais anos. O percentual de outubro (US$ 660 milhões) foi 13,35% e 47,68% superior que de mesmo mês de 2009 (US$ 582.25 milhões) e 2008 (US$ 446.91 milhões), respectivamente.
No entanto, no acumulado o polo ainda não conseguiu ultrapassar os resultados de dois anos atrás (US$ 6.93 bilhões). A retração continua, porém agora na faixa de 16,02%.
Porém, Félix explica que mesmo que as indústrias mecânicas, que são influenciadas pela de Duas Rodas, tenham conseguido esta façanha, não quer dizer que os números do setor de Motocicletas são negativos. “Faturamento é questão de valores. Na quantidade nós já passamos, mas os preços de venda podem diminuir dependendo da concorrência, que por sinal, está muito grande”, analisou.
Dos polos com as maiores fatias no mercado, o setor eletroeletrônico (exceto bens de informática), responsável por 34,73% de todo o faturamento, manteve o maior crescimento no acumulado em relação ao ano anterior. Ao todo foram conquistados US$ 9.87 bilhões de janeiro a outubro, percentual 49,42% mais alto que o de 2009 (US$ 6.60 bilhões).
Contudo, em comparação há dois anos atrás, o tão cobiçado ano da indústria, o Polo Químico foi quem mostrou o melhor desempenho. Dono de 11,68% do faturamento total, o setor cresceu 31,23% frente a 2008 (US$ 2.53 bilhões), totalizando US$ 3.32 bilhões. Já o percentual do segmento eletroeletrônico foi apenas 26,22% mais elevado que o daquele ano (US$ 7.82 bilhões).
Também presidente do Sindicato das Indústrias Químicas do Estado, Silva comenta que o Polo Químico muda consideravelmente de mês a mês, dependendo da demanda dos segmentos Eletroeletrônico e Metalúrgico. “Quando aquece estes Polos, ele é influenciado diretamente”, detalhou.
Para o próximo ano, em virtude das novas propostas para financiamento, Silva admite que pode ser preocupante, especificamente para o setor de veículos. Porém, ele acredita que até 2011 o cenário seja diferente. “No primeiro trimestre do ano que vem, teremos, realmente, a ideia de como será o governo. Tudo depende da distribuição de renda”, frisou.
Félix diz que, enquanto não passa de uma proposta, a previsão do setor é crescer bem mais nos próximos quatro anos. “Apesar dos investimentos da Copa não estarem direcionados a este setor, nossa expectativa é bastante positiva”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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