Faturamento do PIM cai 17,6%

Em: 13 de julho de 2012
Desde o início do ano, o PIM vem registrando queda tanto no faturamento quanto na contratação de mão de obra
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Desde o início do ano, o PIM vem registrando queda tanto no faturamento quanto na contratação de mão de obra

Desde o início do ano, o PIM vem registrando queda tanto no faturamento quanto na contratação de mão de obra. Em maio não foi diferente. De acordo com os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o montante de US$ 2.99 bilhões foi 17,6% menor em relação ao mesmo mês de 2011. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o total de US$ 14,97 bilhões faturados representou recuo de 8,64% frente ao mesmo período do ano passado.
“Alguns setores estão passando por dificuldades pontuais, mas temos buscado criar mecanismos que estimulem essas empresas a resguardar os empregos e mantemos diálogo constante com os diversos segmentos para buscar soluções”, afirmou em nota o superintendente da autarquia, Thomaz Nogueira.
Ele ressaltou que medidas estão sendo tomadas pelo governo federal para estimular o consumo e fortalecer a atividade industrial, principalmente em setores como o de eletroeletrônico, mecânico e de duas rodas.
O setor de duas rodas, por sinal, foi apontado pelo analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, como o principal responsável por afetar a produção e a contratação de mão de obra do período.
Com US$ 3,33 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, a retração do segmento foi de 10,37% frente ao acumulado do ano anterior. O resultado foi ainda pior, considerando apenas o mês de maio. Com faturamento de 618,37 milhões, o recuo foi de 26,09%.
As motocicletas continuam sendo o principal produto do PIM, mas, até maio deste ano, a produção de 833 mil unidades já é 9,40% menor frente 919,5 mil unidades fabricadas em igual período de 2011.
No entanto, o economista disse não poder afirmar que a recuperação do setor de duas rodas por si só seja suficiente para alavancar o desempenho do PIM.
“Temos ainda toda a conjuntura da economia externa que joga contra nós, deixando o investidor temeroso. Além disso, fatores do mercado nacional como a crise do consumo promovida pelo endividamento familiar e a dificuldade de concessão de financiamento bancário, também pesam quando tentamos estimar uma recuperação da indústria”.

Empregos

Já a mão de obra empregada, que em janeiro era de 120. 136 trabalhadores – entre efetivos temporários e terceirizados –, caiu gradativamente até chegar a maio com 115.843 empregados (-3,57% em relação ao começo do ano). Também no comparativo com maio do ano passado, quando 116.987 cargos estavam ocupados, o polo anotou retração, nesse caso de 0,97%.
De acordo com os indicadores, as retrações foram influenciadas, sobretudo, pelos setores mecânico, metalúrgico, termoplástico (que fornecem insumos para o setor de duas rodas).

Outros segmentos

Dos 23 principais segmentos que compõem as atividades do polo industrial amazonense, 14 registraram queda entre janeiro e maio deste ano.
Entre eles, o eletroeletrônico, setor mais representativo entre as atividades do PIM, que somado aos bens de informática acumulou US$ 6,66 bilhões (- 4,7% frente ao acumulado de igual intervalo de 2011).
O setor metalúrgico foi o que apresentou o maior recuo percentual no período. Com faturamento de US$ 760,59 milhões, a retração registrada foi de 38,57%.
Em sentido inverso, nove segmentos anotaram crescimento. O mais representativo foi o total de US$ 326,76 milhões faturados pela indústria de isqueiros, canetas e aparelhos de barbear descartáveis, aumento de 8,18% sobre o mesmo período de 2011.
Percentualmente, o resultado mais importante partiu do setor de beneficiamento da borracha que rendeu US$ 5,60 milhões no acumulado, garantindo avanço de 175,82%. A Suframa atribui o bom desempenho à Neotec, responsável por absorver toda a produção regional de borracha para fabricação de pneus da marca Levorin.
Ainda em nota, Thomaz Nogueira reforçou o otimismo para o segundo semestre. “As medidas anunciadas pelo governo federal e pelo governo do Estado, como a elevação das alíquotas de IPI para motocicletas, fornos microondas e aparelhos de ar condicionado do tipo split system fabricados fora da Zona Franca de Manaus e os incentivos vinculados ao ICMS, são muito bem-vindas e temos convicção de que irão provocar os efeitos almejados quando começarem a vigorar”, apostou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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