O faturamento acumulado pelo PIM (Pólo Industrial de Manaus) entre janeiro e outubro de 2007 foi de US$ 20.75 bilhões, montante 10,17% maior que os US$ 18.84 bilhões computados no mesmo intervalo do ano passado. Os indicadores de desempenho industrial divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) só confirmam as projeções do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) para este ano: faturamento recorde de US$ 25 bilhões e alta de 10% sobre 2006.
Na perspectiva do presidente da entidade de classe, Maurício Loureiro, a apreciação do real frente à moeda americana favoreceu o ganho de competitividade de alguns setores do PIM, que puderam adquirir insumos a partir de preços menores e assim reduziram os custos de produção e conseqüentemente o valor do produto final.
Outros dois fatores apontados pelo dirigente como ‘molas’ do crescimento foram a grande eficiência da indústria amazonense e o aumento de renda do trabalhador.
Setor relojoeiro
Um dos segmentos impulsionado por esse contexto foi o relojoeiro, que teve elevação de 42,67% nas vendas. O faturamento do setor atingiu a cifra de US$ 200.69 milhões no acumulado de 2007, enquanto no ano anterior havia sido de US$ 140.66 milhões.
De acordo com Loureiro, a expansão da indústria de relógios também está ligada à vantagem de pagar somente 55% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), incentivo concedido há dois anos pelo governo do Estado, e à garantia de qualidade das marcas que fabricam na Zona Franca de Manaus.
“Se não existisse o subfaturamento nas importações, as condições poderiam ser muito melhores. Até outubro deste ano, o país importou 92 milhões de relógios, enquanto o PIM produziu 40 milhões de unidades, o que mostra que o governo federal não controla a quantidade importada”, observou o dirigente.
Além do pólo relojoeiro, outro setor industrial que se beneficiou com essa conjuntura foi o pólo de duas rodas, responsável pelo terceiro maior faturamento do pólo de Manaus (atrás dos setores de eletroeletrônicos e bens de informática). As fabricantes de motocicletas e bikes desenharam um aumento de 40,42% nas vendas do período com o montante de US$ 4.89 bilhões e deixaram bem para trás a marca anterior, que foi de US$ 3.48 bilhões.
Químicos estão em alta
Outro setor que segue mantendo uma performance ascendente é o pólo químico, detentor do quarto maior faturamento da indústria local. As fábricas do segmento experimentaram um acréscimo de 20,31% na comparação com o acumulado de 2006, ao faturar US$ 4.15 bilhões. No ano passado, a quantia computada foi da ordem de US$ 3.45 bilhões.
O setor metalúrgico também contabilizou bons resultados em 2007, com uma expansão de 37,31% sobre o valor parcial do ano passado (US$ 874.53 milhões). As vendas do pólo totalizaram US$ 1.20 bilhão até outubro e continuam com a quinta maior participação no faturamento geral.
Depois de uma crise que deixou as vendas no vermelho, o setor termoplástico do PIM reagiu e fechou o acumulado de outubro com uma alta de 9,91%. As indústrias de plásticos saltaram de um desempenho de US$ 1.05 bilhão (2006) para o valor de US$ 1.16 bilhão.
Segundo avaliação de Loureiro, o segmento foi impulsionado pelo aumento de demanda no pólo eletroeletrônico. “As empresas perceberam que a partir de agosto haveria uma demanda mais forte no setor de eletroeletrônicos. Como a produção acelerou na ponta, ou seja, nas linhas de bens finais, toda a cadeia teve que aumentar o ritmo. Essa tendência é muito forte para o próximo ano, principalmente na produção de televisores”, analisou.
Por falar nos eletroeletrônicos, esse setor demonstra uma recuperação expressiva depois de um primeiro semestre retraído. Desde julho, o pólo vem apresentando elevações nos confrontos individuais entre os meses de 2007 e de 2006, embora ainda apresente uma queda acumulada de 6,02% (incluso o setor de informática).
De janeiro a out







