A Central Nacional Unimed (CNU), sexta maior operadora de planos de saúde do Brasil, confirmou sua trajetória ascendente dos últimos anos na saúde suplementar empresarial: fechou o balanço de 2012 com um faturamento líquido de R$ 1,85 bilhão -21% acima do registrado em 2011. As sobras (lucro no jargão cooperativista) do exercício atingiram R$ 62,2 milhões, 18,3% superiores às de 2011. À disposição das sócias o montante, líquido das deduções legais, foi R$ 51 milhões e teve a seguinte destinação: 70% à cota capital das Unimeds associadas e 30% para a reserva legal. A meta para 2013 é chegar a um faturamento de R$ 2,1 bilhões.
O resultado pode ser atribuído ao crescimento de 11% na carteira de beneficiários, que encerrou o ano com 1,288 milhão de vidas, 128 mil acima do ano anterior (48,5 mil, 38%, em novos contratos, mais 79,5 mil, 62%, em ampliação de carteiras já atendidas).
Considerando os indicadores mais recentes da ANS, referentes ao mês de setembro de 2012, a carteira de beneficiários da CNU cresceu o dobro da média de mercado. Também se deve ao reajuste de médio dos contratos, ao controle de despesas e ao satisfatório resultado financeiro (apesar da redução da taxa Selic ao longo de 2012).
“Entre os meses de dezembro de 2009 e de 2012, dobramos o faturamento de R$ 910 milhões para R$ 1,85 bilhão. No final de 2013, teremos dobrado novamente a receita em um período de três anos. São as consequência positivas de uma gestão cooperativa transparente, com investimentos constantes em tecnologia e treinamento”, avalia Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed.
Akl, reeleito no último dia 20 para presidir a operadora na gestão 2013/2016, explica como se dá a governança ao estilo CNU:
“As ações administrativas são amplamente debatidas com as sócias, em várias instâncias: nos conselhos Administrativo, Técnico e Operacional (CTO), e Fiscal; nas assembleias ordinárias e extraordinárias, em reuniões periódicas com gestores e diretoria executiva, e também nos eventos regionais do Sistema Unimed”.
Gestão cooperativa
Mohamad Akl informou que a operadora está atenta à evolução da sinistralidade (custo da prestação da assistência à saúde) de 83,8% em 2011, para 87% em 2012, em função dos aumentos nos insumos hospitalares e nos valores dos honorários médicos. “Medicina não tem preço, mas tem custo. Além das consultas, exames e internações, teremos de constituir, até 2022, a Margem de Solvência. Enfrentamos, também, a judicialização da medicina, ou seja, a concessão, nos tribunais, de procedimentos que não constam dos contratos”, observou o dirigente.







