Fazer cortes será “tarefa dura’’, diz Bernardo

Em: 9 de janeiro de 2008
Ele reiterou que o interesse do governo é preservar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que irá conver-sar, hoje, com líderes dos partidos no Congresso
Ele reiterou que o interesse do governo é preservar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que irá conver-sar, hoje, com líderes dos partidos no Congresso

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que será uma “tarefa muito dura” fazer o corte de R$ 20 bilhões no Orçamento da União para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Ele reiterou que o interesse do governo é preservar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que irá conver-sar, hoje, com líderes dos partidos no Congresso para negociar os cortes.

“Temos uma tarefa muito dura para fazer. Isso, certamente, provoca alguma celeuma”, afirmou o ministro, ressaltando que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que a tarefa seja dividida com o Congresso.

Segundo o ministro do Planejamento, o governo quer preservar o PAC, mas admite que os recursos podem ser remanejados de acordo com o andamento das obras -os recursos de uma obra sem licença ambiental podem ser alocados em uma outra.

“Eu acho que a defesa do PAC não vai ser apenas do governo federal. Mas também dos parlamentares, governadores e prefeitos”, disse o ministro Paulo Bernardo.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, José Maranhão (PMDB-PB), foi mais enfático em relação a possíveis cortes no PAC.

Equilíbrio no Orçamento

“Se não conseguirmos um equilíbrio no Orçamento, teremos que mexer no PAC”.

Para ele, a idéia “politicamente viável” é preservar as emendas individuais (R$ 4,8 bilhões) para que os recursos cheguem às bases municipais e estaduais. Já as emendas coletivas (R$ 12,9 bilhões), segundo ele, contemplam obras do Executivo.

O relatório final será apresentado no dia 12 de fevereiro. Até lá, o governo federal e o Congresso irão discutir quais os cortes que poderão ser feitos.

Já o relator do Orçamento Geral da União de 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), disse que não é possível, por enquanto, garantir que a área social será poupada de eventuais cortes de investimentos. “Isso só poderá ter uma resposta no dia 12 de fevereiro (quando há reunião da Comissão Mista de Orçamento do Congresso).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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