Fecomercio acredita na estabilidade do setor

Em: 21 de outubro de 2008
Para presidente da entidade, José Roberto Tadros, o segmento comercial não deverá sofrer grandes perdas com a crise em razão do desempenho estável das vendas
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Para presidente da entidade, José Roberto Tadros, o segmento comercial não deverá sofrer grandes perdas com a crise em razão do desempenho estável das vendas

Apesar da crise financeira mundial, as vendas no varejo não devem sofrer grandes impactos até o fim do ano. O faturamento das empresas do segmento deve obter elevação de 10% no mês de outubro, se comparado ao faturado no mesmo período do ano passado.
A observação é feita pelo presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Roberto Tadros, que acredita que os consumidores tendem a ficar mais cautelosos em relação à contenção de suas despesas, mas que as vendas não devem ser comprometidas.
“Tudo vai depender das relações exteriores no mercado internacional, que, se consolidado, evidentemente deverá tornar as pessoas mais precavidas em relação às compras”, pontuou Tadros.
O executivo diz acreditar que uma real preocupação por parte dos empresários do setor deverá surgir, caso haja uma redução na atividade econômica que resulte no comprometimento dos gastos dos trabalhadores com despesas de primeira necessidade.
Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra e confiança do Consumidor, realizada pelo Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais no Amazonas), realizada no mês passado em Manaus, com 400 pessoas, observou-se que o consumo deveria ser impulsionado pelas novas políticas de crédito disponíveis aos consumidores e a estabilidade da moeda brasileira. Foi observado também que 55% dos consumidores de Manaus acredita que nos próximos seis meses a economia econômica estará um pouco ou muito melhor e 30% acham que a economia deverá permanecer estável.

Antes da crise

A pesquisa foi realizada antes da economia entrar em colapso, mas Tadros acredita que o resultado não deva mudar e a economia deva se estabilizar gradualmente. “Isso reflete na esperança dos consumidores”, disse o presidente da Fecomércio.
Para a direção da Fecomércio, as expectativas em relação ao desempenho do setor comercial do Amazonas vão depender de fatores externos que, em consequência da atual conjuntura econômica, está abalando o mundo e o Brasil não está imune a essa situação, que poderia ocasionar numa retração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Elevação dos juros

A Fecomércio descarta ainda a possibilidade da elevação dos juros no varejo por conta da crise mundial, que segundo a direção da entidade já sofreu elevação antes da instabilidade econômica atual e a política dos bancos de primeiro mundo reduzirem as taxas de juros, que o presidente do órgão considera muito alta e que já obteve um pequeno aumento da inflação no país.
O presidente da Fecomércio acredita que os empresários do setor estão atentos aos percalços que a economia pode trazer às suas empresas, e disse que, para não sentirem os efeitos, vão adotar as estratégias de propaganda, ofertas à preços convidativos e muitas promoções para que o comércio continue tendo o excelente desempenho neste final de ano.
Tadros acredita que se a economia colaborar, realmente for se estabilizando conforme as suas perspectivas, o comércio amazonense tende a crescer no último trimestre deste ano em relação aos três últimos meses do ano passado.
“Estimamos um crescimento entre 8% e 12% para o setor comercial, se tudo ocorrer bem”, finalizou o executivo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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