O Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciou que irá ampliar seus esforços para combater a crise de crédito no país, que afeta também os mercados financeiros mundiais. O banco anunciou uma ajuda de US$ 200 bilhões em dinheiro para instituições financeiras em dificuldade.
Segundo o banco, o dinheiro será emprestado às instituições com um prazo de vencimento de 28 dias, e não em operações “overnight’’ (empréstimos com prazo mínimo de um dia). A ação também será coordenada com outros bancos centrais, a fim de aliviar os efeitos da crise.
“Pressões em alguns desses mercados aumentaram mais uma vez recentemente’’, informou o Fed em um comunicado. “Todos nós continuamos a trabalhar em conjunto e tomaremos as medidas apropriadas para lidar com as pressões sobre a liquidez’’.
Os outros bancos centrais que atuaram com o Fed são o Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o BCE (Banco central Europeu) e o Banco Nacional da Suíça. Além disso, o Fed autorizou um aumento nas linhas de “swap’’ com o BCE e com o BC suíço.
“Esses arranjos irão fornecer recursos em montantes de até US$ 30 bilhões e de US$ 6 bilhões para o BCE e o Banco Nacional da Suíça respectivamente’’, informou o Fed. A extensão das linhas de “swap’’ deve durar até 30 de setembro.
A iniciativa do Fed “pretende promover a liquidez nos mercados de crédito e estimular o funcionamento dos mercados financeiros em geral’’, diz a nota do Fed.
Petróleo
eleva déficit
O déficit comercial americano registrou expansão em janeiro, com a disparada das importações no país -pressionada também pela alta do petróleo-, informou o Departamento do Comércio.
O resultado negativo na balança comercial americana ficou em US$ 58,2 bilhões em janeiro, contra US$ 57,9 bilhões em dezembro.
As importações americanas atingiram a marca recorde de US$ 206,4 bilhões, com o peso do petróleo na balança comercial.







