FED pede mais consumo na Ásia e combate ao protecionismo

Em: 19 de outubro de 2009
O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, declarou ontem que os EUA devem assumir um compromisso “claro” de redução do deficit público
O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, declarou ontem que os EUA devem assumir um compromisso “claro” de redução do deficit público

O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, declarou ontem que os EUA devem assumir um compromisso “claro” de redução do deficit público. Ele também fez um apelo para que países como a China estimulem o consumo, de modo a combater os desequilíbrios comerciais em nível mundial.
“O maior desafio que se apresenta a médio prazo tanto para a Ásia como para os Estados Unidos é alcançar um crescimento econômico mais equilibrado e ao mesmo tempo reduzir os desequilíbrios mundiais”, disse ele, durante conferência em Santa Barbara, Califórnia.
O governo dos EUA revelou na sexta-feira passada um rombo histórico nas contas públicas de US$ 1.42 trilhão. Por este motivo, Bernanke fez um apelo para que o país restabeleça uma “trajetória fiscal sustentável, ancorada por um compromisso claro de reduzir substancialmente os deficits federais ao longo do tempo”. O titular do FED não apontou sugestões de como reduzir os problemas orçamentários.
Em relação à Ásia, Bernanke pediu que os países do continente tomem medidas para “aumentar a demanda interna”. O titular do Fed ainda fez um pedido para que os líderes mundiais resistam “firmemente ao protecionismo e a instituição de barreiras a fluxos de capitais”.

Ano fiscal

Os EUA registraram um deficit orçamentário recorde de US$ 1.417 trilhão ao final do ano fiscal 2008-2009, encerrado no final de setembro, segundo cifras oficiais divulgadas na sexta-feira pelo Tesouro, em Washington.
O deficit representa aproximadamente 10% do PIB americano (o conjunto de todos os bens produzidos no país).
No entanto, o deficit do Estado federal é um pouco inferior ao que temia o governo nas previsões publicadas no final de agosto (US$ 1.58 trilhão) mas levemente superior à estimativa de US$ 1.409 trilhão divulgada no dia 7 de outubro pelo CBO (Escritório de Orçamento do Congresso, na sigla, em inglês).
A comparação do deficit ao PIB não foi nunca tão elevado desde 1945, segundo o CBO.
Durante o exercício concluído, as contas do Estado foram afetadas pela redução das receitas fiscais provocada pela crise, pelo recuo dos rendimentos de famílias e lares e pelo aumento das despesas ligadas à recessão (retomada orçamentária, alta das prestações sociais e planos de resgate de instituições financeiras).
As receitas caíram menos que o previsto, diz o Tesouro, mas tiveram uma queda de 16,6% em relação a 2007-2008, para representarem, apenas, 14,8% do PIB.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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