O Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu sua expectativa de crescimento para a economia americana neste ano, ao mesmo tempo em que espera uma elevação nos índices de inflação e desemprego, devido às crises imobiliária e de crédito nos EUA. os preços da energia também preocupam o banco.
Os dados constam da ata da reunião de política monetária realizada nos dias 29 e 30 de abril pelo Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom do BC brasileiro), e divulgadas na quarta-feira.
Segundo o documento, o Fed prevê que o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) americano neste ano deve crescer entre 0,3% e 1,2%.
A estimativa do banco divulgada em fevereiro era de uma expansão entre 1,3% e 2%. A taxa de desemprego, por sua vez, deve ficar entre 5,5% e 5,7%, contra uma previsão anterior de 5,3%. Em 2007, os Estados Unidos registraram uma taxa de desemprego de 4,6%.
Já para a inflação a previsão agora é de uma taxa entre 3,1% e 3,4%, muito acima da estimativa anterior -de uma taxa entre 2,1% e 2,4%.
Perda
de força
Os membros do FED viram a atividade econômica americana “perdendo força significativamente no primeiro semestre de 2008”. “Alguma recuperação deve ser vista no segundo semestre”, diz o documento. Com a perspectiva de uma retomada da atividade econômica na segunda metade do ano, o banco indicou que o corte efetuado na reunião (de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano) deve ser o último por ora.
“A maioria dos membros viram a decisão de reduzir os juros nesta reunião como uma medida arriscada”, diz a ata da Fomc.
“Embora os riscos de queda no crescimento tenham permanecido, os membros se preocuparam também com os riscos de alta da inflação, dados os contínuos avanços nos preços do petróleo e das commodities”.
Dois membros da diretoria do Fed -Charles Plosser, presidente do Federal Reserve da Filadélfia, e Richard Fisher, presidente do Federal Reserve de Dallas- se opuseram ao corte.







