FED tem de estar pronto contra a inflação, diz presidente regional

Em: 7 de julho de 2008
O núcleo do índice –que exclui os preços de alimentos e energia– teve aumento de 0,2% no mês passado (em abril a alta foi de 0,1%)
O núcleo do índice –que exclui os preços de alimentos e energia– teve aumento de 0,2% no mês passado (em abril a alta foi de 0,1%)

A presidente do Federal Reserve de San Francisco (uma das 12 divisões regionais do FED, o Banco Central americano), Janet Yellen, disse na segunda-feira que a instituição não pode apenas esperar que a inflação desacelere, mas tem de estar preparado para fazer escolhas difíceis conforme o necessário.
Ela disse, em um evento realizado na segunda-feira, na Universidade da Califórnia em San Diego, que o FED está em um momento difícil, diante de uma inflação em alta e de um crescimento fraco.

Leituras preliminares

O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos registrou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano -o dado passou por duas leituras preliminares, na primeira apontando crescimento de 0,6% e na segunda, de 0,9%.
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês), por sua vez, teve alta de 0,6% em maio, maior variação entre um mês e o mês anterior desde novembro de 2007 (em abril o índice havia registrado alta de 0,2%).
Os preços dos combustíveis (em particular o da gasolina) e os dos alimentos afetaram o resultado.

Alimentos e energia

O núcleo do índice (que exclui os preços de alimentos e energia) teve aumento de 0,2% no mês passado (em abril a alta foi de 0,1%).
Nos últimos 12 meses, no entanto, acumularam alta de 2,3%, acima dos 2% considerados adequados pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).
Janet Yellen afirmou ainda que os cortes de juros efetuados pelo banco entre setembro do ano passado e abril deste ano fizeram alguma diferença.

Spreads maiores

“Que condições teríamos agora para os tomadores de crédito se o FED não tivesse cortado os juros? Teríamos ‘spreads’ (diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes) muito maiores devido à crise financeira; estaríamos diante de um enorme risco”, disse.
Ela disse que o custo de vida nos EUA provavelmente continuará a subir em 2008, mas no próximo ano a inflação deve ficar mais moderada, à medida em que o mercado de commodities tiver uma desaceleração.
Para o setor imobiliário, ela disse que os gastos em construção e os preços dos imóveis residenciais “devem continuar a cair em 2009”, uma vez que ainda há uma “oferta excessiva” de imóveis no mercado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar