Federal Reserve mantém juros entre zero e 0,25%

Em: 19 de março de 2009
O FED (Federal Re­ser­ve, o banco central americano) manteve ontem, pela segunda reunião consecutiva, sua taxa de juros no patamar a que chegou em dezembro do ano passado: uma margem de variação entre zero e 0,25% ao ano
O FED (Federal Re­ser­ve, o banco central americano) manteve ontem, pela segunda reunião consecutiva, sua taxa de juros no patamar a que chegou em dezembro do ano passado: uma margem de variação entre zero e 0,25% ao ano

O FED (Federal Re­ser­ve, o banco central americano) manteve ontem, pela segunda reunião consecutiva, sua taxa de juros no patamar a que chegou em dezembro do ano passado: uma margem de variação entre zero e 0,25% ao ano.
As taxas muito baixas fazem com que o FED não tenha a arma dos juros para tentar estimular a economia americana e tirá-la da recessão em que mergulhou em dezembro de 2007.
Juros baixos tornam o dinheiro mais barato para os bancos, o que, em tese, deveria baratear empréstimos para empresas e pessoas físicas.
Com a taxa quase a zero, o FED não tem como tornar a captação de recursos mais atraente para os bancos.
Desde a reunião anterior do FED, em janeiro, a economia dos Estados Unidos continuou a apresentar dados desanimadores. O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) no quarto trimestre de 2008 sofreu uma queda ainda mais acentuada que o estimado inicialmente: no fim do mês passado, o governo informou que a contração no período foi de 6,2%, muito acima dos 3,8% apresentados na estimativa divulgada em janeiro.
Trata-se do pior índice de desempenho desde a queda de 6,4% ocorrida no primeiro trimestre de 1982.
O reflexo mais contundente dessa fraqueza na economia é a situação do mercado de trabalho. Os números de fevereiro assustam: foram perdidos 651 mil empregos, e a taxa de desemprego no país chegou a 8,1%, a maior desde dezembro de 1983. Nos quatro meses até fevereiro foram perdidos cerca de 2,6 milhões de empregos. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, cerca de 4,4 milhões de postos de trabalho foram fechados no país. O número de desempregados no país aumentou para 12,5 milhões no mês passado.
Pesquisa da rede americana de TV CNN divulgada nesta semana mostrou que a preocupação com o desemprego triplicou nos Estados Unidos em 2008 por causa da recessão. A secretária americana do Trabalho, Hilda Solis, definiu a situação como um “ciclo destrutivo” de perdas de empregos.
No “Livro Bege” (documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do banco), elaborado com informações coletadas até o dia 23 de fevereiro, o FED estimava que a economia só deve se recuperar da atual crise no fim deste ano ou do início de 2010.
Recentemente, no entanto, alguns indicadores apresentaram desempenho menos negativo. No último dia 2, o governo informou que os gastos do consumidor tiveram avanço de 0,6% em janeiro, interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas.
O mercado imobiliário também apresentou alguns números favoráveis. Ontem, o Departamento do Comércio informou que o número de construções de casas nos Estados Unidos registrou avanço de 22,2% em fevereiro, chegando a uma taxa anualizada de 583 mil unidades.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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