Feijão e arroz puxam alta na cesta

Em: 6 de outubro de 2011
A cesta básica de alimentos está mais cara em Manaus. No último mês de setembro, o custo dos produtos básicos, compostos por 12 itens, aumentou 0,52% em relação ao mês de agosto, segundo a última pesquisa mensal do Dieese.
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A cesta básica de alimentos está mais cara em Manaus. No último mês de setembro, o custo dos produtos básicos, compostos por 12 itens, aumentou 0,52% em relação ao mês de agosto, segundo a última pesquisa mensal do Dieese.

A cesta básica de alimentos está mais cara em Manaus. No último mês de setembro, o custo dos produtos básicos, compostos por 12 itens, aumentou 0,52% em relação ao mês de agosto, segundo a última pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizada simultaneamente em 17 capitais do país.
Em setembro, a cesta básica subiu para R$ 249,38, contra R$ 248,10 no mês de agosto. Em setembro de 2010, os preços chegaram a R$ 228,76, o que equivale a um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2011. Mesmo com a subida dos alimentos no último mês, Manaus continua ocupando a 7ª posição na alta de preços entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese.
Nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, nove apresentaram, porém, queda de preços na cesta básica – Natal (-6,17%), João Pessoa (- 2,85%), Aracaju (-2,19%) e, nas outras seis, a redução ficou abaixo de 1,0%. As maiores altas foram registradas em Goiânia (1,87%), seguida de Belo Horizonte (0,59%) e Manaus, com 0,52%. Em Vitória, os preços não sofreram alteração.
Em setembro, nove produtos apresentaram alta de preços, impactando diretamente no aumento da cesta básica. De acordo com a pesquisa do Dieese, o feijão foi o produto que apresentou a maior alta no mês (7,48%), seguido de manteiga (2,75%), do arroz (2,69%), do leite (1,89%), da carne (1,2%), do café em pó (1,14%), do pão francês (1,11%), da farinha de mandioca (0,88%) e do óleo (0,70%).
O Dieese também registrou redução de preços em três produtos durante o mês de setembro. Antes vilão do aumento da cesta básica, o tomate está, porém, mais barato -2,22%, seguido do açúcar (-3,65%, o produto com a maior queda do mês) e banana prata (-2,21%). O feijão também registrou aumento em 11 capitais e uma das maiores altas foi em Manaus, ao contrário do mês de agosto.
No período, o quilo da carne bovina atingiu um preço médio de R$ 15,43, o feijão, R$ 3, a farinha, R$ 2,28, o arroz, R$ 1,91, o tomate R$ 4,84, café em pó, R$ 11,8, açúcar, R$ 2,11, óleo de soja (lata de 900 ml) e o pão francês, R$ 5,46, em Manaus. “Contribuíram para essa majoração de preços dos principais itens da cesta básica, não só em Manaus, mas também em outras capitais, a seca registrada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e a consequente diminuição da oferta de produtos”, afirmou a supervisora técnica do Dieese, Alessandra de Moura Cadamuro.
A carne bovina está 0,86% mais cara que no início do ano e, em 12 meses, registrou um aumento de 15,75%, em Manaus. O café em pó está 12,38% mais caro – em um ano, registrando variação de 13,46%. Segundo Alessandra Cadamuro, de 2008, período em que o Dieese começou a realizar a pesquisa nas 17 capitais, até setembro deste ano, os preços dos 12 itens da cesta básica registraram uma variação mensal de 12,89% em 34 meses, em Manaus.
“De lá para cá, os preços vêm adotando praticamente uma tendência de alta”, acrescentou a supervisora técnica do departamento. Com a subida dos preços da cesta básica em setembro, o poder de compra do trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus também diminuiu.
De acordo com a pesquisa do Dieese, a alta de 0,52% nos alimentos básicos comprometeu 49,74% do rendimento líquido do mínimo, o que equivale a R$ 501,40, já descontada a contribuição de 8% para a Previdência Social. Comparando com agosto deste ano, o impacto do aumento da cesta básica no salário mínimo foi de 49,74% em setembro.
Segundo a pesquisa do Dieese, um trabalhador precisou trabalhar 100 horas e 40 minutos para comprar os itens alimentícios básicos em setembro, contra 100 horas e 09 minutos em agosto. E nas 17 capitais pesquisadas, um trabalhador cumpriu, em média, uma jornada de 93 horas e 58 minutos. Em setembro de 2010, a jornada atingiu 91 horas e 04 minutos.

Famílias

A pesquisa do Dieese também comparou o impacto do aumento da cesta básica para uma família de até quatro pessoas, incluindo dois adultos e duas crianças. Segundo o levantamento, os custos totais dos alimentos básicos atingiram R$ 748,14 durante o mês de setembro, o que equivale a aproximadamente 1,37 vezes o salário mínimo bruto, hoje de R$ 545. No mês anterior (agosto), uma família gastou R$ 744,30 pelos itens básicos.
Segundo estimativas do Dieese, um trabalhador deveria ter um salário mínimo de R$ 2.285,83 para comprar a cesta básica mensal e cobrir outras despesas de primeira necessidade, como moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência. O departamento fez esta estimativa com base no preço da cesta básica mais elevado do mês. Em agosto, o piso mínimo era estimado em R$ 2.278,77 ou 4,18 vezes o menor valor pago no país. E em setembro de 2010, o mínimo era estimado em R$ 2.047,58, correspondendo a 4,01 vezes o mínimo em vigor, de R$ 510, de acordo com a pesquisa do departamento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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