Feira da ADS estimula crescimento da produção regional no AM

Em: 27 de outubro de 2010
Evento gerou mais de R$ 133 mil e já atua em Manaus há dois anos atendendo mais de 3.500 famílias de produtores rurais do Estado
Evento gerou mais de R$ 133 mil e já atua em Manaus há dois anos atendendo mais de 3.500 famílias de produtores rurais do Estado

A Feira de Produtos Regionais organizada quinzenalmente pela ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) no CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) caminha para o terceiro ano, atendendo mais de 3 mil pessoas por edição além de beneficiar, em média, 3.575 famílias de produtores rurais do Estado.
O evento consiste numa parceria desde 2008 entre o Exército Brasileiro e o Governo do Estado do Amazonas, que fortalece suas ações com o apoio da SDS, SEPROR, IDAM, SEBRAE-AM, FAEA/SENAR, CETAM, visando a extinção do atravessador no processo da comercialização da produção rural local com o incentivo do Programa Zona Franca Verde.
Para o diretor-presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, a feira vem estimulando o crescimento da produção em função da demanda registrada por edição. Atualmente, os mesmos produtos são comercializados no estacionamento do Frigorífico Vitello, Cidade Nova, zona Norte de Manaus. “A qualidade da mercadoria e os preços mais acessíveis que os encontrados nos mercados convencionais de Manaus são os principais atrativos para os consumidores”, justifica Valdelino.
A versão de número 66ª apresentou o maior volume de recursos movimentados desde fevereiro de 2008, quando a feira foi inaugurada. Foram comercializados 31.000 quilos de produtos, gerando em torno de R$ 133.444,00 com um público visitante de 3.755 pessoas. A cada ano o número de produtores rurais participantes aumenta significativamente e hoje são em média 80 associações e cooperativas envolvidas diretamente nas atividades.
Nesses dois anos de existência, os produtores rurais amazonenses já comercializaram um total de 512.499 quilos de gêneros alimentícios extraídos da agricultura familiar como frutas, hortaliças, doces, pescado (piscicultura) com escama e processado, grãos, queijos, polpa de frutas regionais (cupuaçu, o açaí, manga, acerola, graviola), além de carne bovina, ovina e suína. Na relação das ofertas, constam itens que já vinham desaparecendo do hábito do amazonense, como o biju de farinha não mais encontrado em pontos convencionais de Manaus.
“Costumamos dizer que a feira é uma vitrine do potencial agropecuário do Amazonas, incentivado pelo programa Zona Franca Verde, que funciona também como um instrumento de resgate dos hábitos e costumes de alguns gêneros não mais encontrados nas feiras tradicionais. Nossa intenção é expandir esse modelo para outras zonas da cidade”, destaca Cavalcante.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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