O atual fenômeno La Niña, que tem intensidade moderada, se estenderá em todo o verão, e começouficialmente às 3h08 da madrugada dpo último sábado. Segundo Williams Ferreira, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa, vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), unidade de Milho e Sorgo, em Sete Lagoas/MG, o fenômeno provocará revezamento de períodos com muita chuva em umas regiões e ausência total em outras.
A previsão é que a região Norte do país apresente índice de precipitação acima da média no decorrer do período em relação aos últimos anos. As temperaturas sofrerão alterações, umidade relativa do ar cairá em parte dos estados da Bahia e de Minas Gerais e ficará maior nos estados do Norte.
O pesquisador explica que terá maior freqüência de veranicos, períodos caracterizados por forte insolação, temperatura mais elevada, calor intenso e baixa umidade relativa do ar. “Os veranicos prejudicam a agricultura, afetam diretamente a produtividade das culturas, principalmente quando se dá na fase em que a planta é mais sensível ao déficit hídrico” explicou.
Há 60% de probabilidade de ocorrências acima da média normal do verão na área acima da região do Cocal e em toda a região dos rios Madeira e Mamoré, no estado de Rondônia. O mesmo deve ocorrer na região de Itaituba e em todo o Baixo Amazonas, no Pará, e nos estados do Amazonas, do Acre, de Roraima e do Amapá.
Já na região dos vales dos rios Doce, Mucuri e Jequitinhonha, em Minas Gerais, e nas regiões Sul e Centro-Sul da Bahia, bem como na Região Metropolitana de Salvador, as chances de chuvas abaixo da média normal do período são de até 20%. As demais regiões brasileiras apresentam, aproximadamente, 20% de probabilidade da ocorrência de chuva na média normal do período.







