Festival promete um mundo de conhecimento

Em: 13 de novembro de 2008
O evento foi orçado em R$ 1,5 milhão, investidos em divulgação, estrutura, hospedagem e atrações culturais, montante conseguido através de patrocínio junto a instituições governamentais e privadas
O evento foi orçado em R$ 1,5 milhão, investidos em divulgação, estrutura, hospedagem e atrações culturais, montante conseguido através de patrocínio junto a instituições governamentais e privadas

Para fomentar ainda mais o setor editorial de Manaus, que vem registrando uma média anual de 10% de crescimento, será realizado no período de 17 a 22 de novembro o Flifloresta (Festival Literário Internacional da Floresta), no Parque dos Bilhares com a expectativa de receber um público de aproximadamente 200 mil pessoas. O evento foi orçado em R$ 1,5 milhão, investidos em divulgação, estrutura, hospedagem e atrações culturais, montante conseguido através de patrocínio junto a instituições governamentais e privadas.
Considerado uma celebração do livro por seus organizadores, o festival vai contar com a realização de dois simpósios, palestras, mesas-redondas e o café literário, que vai abrir o evento na quarta-feira, a partir das 18h, com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, além de uma programação voltada para o público infanto-juvenil, batizada de ‘Florestinha’.
Quem passar pelo Parque dos Bilhares durante o período vai poder conferir uma exposição com mais de 5.000 exemplares, das principais editoras do país, como Record, Companhia das Letras, Nova Fronteira, Objetiva, entre outras.
O Flifloresta irá reunir nomes consagrados da literatura nacional e internacional. Ao todo, 83 escritores já confirmaram sua presença no festival, entre eles, destacam-se o escritor angolano José Eduardo Agualusa, o coordenador da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, Galeno Amorim, o poeta e ensaísta Jorge Tufic, um dos expoentes do Clube da Madrugada, Max Carphentier e o premiado autor de “O ditador da Terra do Sol”, João Pinto. Confirmaram presença também o poeta, compositor e jornalista Aníbal Beça, a escritora Raquel Caetano e o poeta e editor, Tenório Telles.
Segundo o presidente do Fli­floresta, idealizador do evento, Isaac Maciel, o festival tem a finalidade de promover a leitura e fomentar a atividade do setor. “Esta é a primeira edição e esperamos que o festival forme novos leitores, promova o livro e a literatura”, afirmou.

Programação reserva ­momentos de cultura e lazer

O festival inicia com a realização do Simpósio de Cultura e Natureza na Amazônia, entre os dias 17 e 19, na reitoria da EUA, na avenida Djalma Batista, das 8h às 18h. E paralelo à realização do Café Literário, no Parque dos Bilhares, será realizado entre os dias 20 e 22, o Simpósio de Leitura e Formação e Leitores, no auditório da reitoria da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), com a presença do jornalista Galeno Amorim, criador da Fundação Instituto do Livro.
Amorim vai proferir a palestra de abertura, a partir das 8h, do dia 20 (quinta-feira), com o tema “Retratos da Leitura no Brasil”. A mesa terá como mediador o presidente da Academia Amazonense de Letras, José Braga e o professor e sociólogo, Renan Freitas Pinto. Pela parte da tarde, ainda serão realizadas a palestra “A Leitura e a Descoberta do mundo”, dirigida pelo ­renomado escritor angolano José Eduardo Agualusa, e a mesa temática intitulada “O professor como agente promotor da leitura”, coordenada pelo poeta gaúcho Fabrício Carpinejar.
O tema da palestra faz refe­rência à pesquisa coordenada pelo próprio Galeno, que se constituiu como o principal estudo sobre o comportamento do leitor no país. Dessa forma, tem oferecido uma valiosa contribuição a governos, gestores, pesquisadores, empresários e a todos aqueles que se preocupam com a questão das políticas públicas de livro e leitura.
A primeira edição da pesquisa, efetuada no ­biênio 2000-2001 em 44 municípios brasileiros, mos­trou que 49% da população era ­considerada leitora. O ­resultado da segunda ­edição do levantamento, ­apre­sentado em maio deste ano, durante seminário realizado em Brasília, constatou que 55% da população brasileira são leitores, enquanto 45% foram classificados como não-leitores.

Para os pequenos

Paralelo ao evento serão realizadas também as atividades do Florestinha no Parque dos Bilhares. Lá haverá uma série de tendas, espaços dedicados a oficinas, ­recreações, leituras e apresentações culturais. O Florestinha ocorrerá diariamente, das 15h às 21h, com entrada gratuita.
No palco da primeira etapa do parque, serão realizadas apresentações fixas de teatro de fantoche, encenadas por um casal de atores do Serviço Social do Comércio e de um “momento poético”. Segundo a coordenadora do Florestinha, Ana Castelo, o teatrinho será baseado no conto infantil “A Escola”, de Machado de Assis, escritor homenageado pela passagem de seu centenário.
O momento de poesias contará com a participação de crianças e adolescentes presentes no anfiteatro do Parque dos Bilhares. “Eles receberão poesias de ­Machado de Assis e de autores amazonenses. Depois, serão convidados para ir ao palco e recitar a poesia recebida”, explicou.

Mercado deve ter alta

Proprietário de uma das livrarias e editoras tradicionais da cidade, a Livraria Valer, Maciel disse que o segmento vem crescendo nos últimos anos e hoje emprega em torno de 1.000 pessoas em Manaus.
No ano passado, segundo o empresário, o mercado editorial da cidade alcançou 20% de crescimento em relação a 2006. “Esse percentual­ de crescimento nos surpreendeu no ano passado, mas este ano devemos fechar atingindo a casa dos 10%, ­conforme índices registrados­ nos anos anteriores”, ressaltou. ­
Manaus conta hoje com 22 livrarias, mas que trabalham exclusivamente com livros são apenas quatro, Valer, Nacional e Nobel, sendo que a franquia possui duas lojas em Manaus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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